Clínica Geral

01/12/2015 06:00 - Atualizado em 10/12/2016 01:04

Combate à Aids: A importância dos antirretrovirais

A Unaids pretende combater a epidemia até 2030.

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Redação

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A Unaids continua no avanço do combate a epidemia da Aids até 2030, uma das metas em processo. Mas como conseguir exterminar a doença? Segundo a agência da ONU, as últimas estimativas apontam que até junho deste ano, 15,8 milhões de pessoas em todo mundo contavam com acesso a terapias antirretrovirais, medicamentos para diminuir a carga viral e fortalecer o sistema imunológico do infectado. Até o final do ano passado, a Unaids calcula que o número de novas infecções pelo HIV caiu 35% desde o pico registrado em 2000 para acerca de dois milhões, enquanto as mortes relacionadas à doença recuaram 42% do auge, observado em 2004 para aproximadamente 1,2 milhão.

Os tratamentos antirretrovirais tem sido um saldo positivo para quem foi infectado com o HIV. No entanto, o preocupante é que até o fim do ano passado, a agência estima que 36,9 milhões de pessoas tinham o vírus, isso significa que, mesmo com o maior acesso às terapias, atualmente menos da metade dos infectados com HIV recebem os remédios necessários para manter a doença sob controle.

Método 90-90-90

Para que esse quadro seja revertido, a Unaids aposta que no Brasil até 2020 o maior número de pessoas contaminadas possam receber os antirretrovirais através da estratégia 90-90-90, ou seja:

- 90% das pessoas que vivem com o HIV devem ser diagnosticadas e saberem da existência do vírus;

- ao menos 90% destas tenham acesso ao tratamento;

- 90% delas tenham sua carga viral praticamente suprimida.

De qualquer forma, a agência considera a epidemia menos agressiva no país, mantendo o registro de cerca de 20 novos infectados para cada cem mil habitantes nos últimos cinco anos. 

O Vivo Mais Saudável selecionou algumas dicas importantes para as mulheres na gestação. Leia:

Dicas para tratar a Aids na gravidez

 - As mulheres que possuem Aids não devem interromper o tratamento ao descobrir a gestação.

 - Ao descobrir a gravidez, mantenha-se no tratamento com coquetel medicamentoso e procure um infectologista para saber como proceder.

- Para evitar a transmissão da Aids na gravidez, o primeiro passo é passar pelos testes no acompanhamento pré-natal. Todas as mulheres grávidas devem fazer os exames para detectar se são ou não portadoras do vírus HIV, um dos que mais afeta a população brasileira, tanto feminina quanto masculina.

- Outro procedimento que busca diminuir os riscos de contágio da criança é a administração de uma alta dose do coquetel AZT durante algumas horas antes do parto. Isso diminui drasticamente os níveis de carga viral no corpo da gestante e ajuda a evitar a transmissão vertical do HIV para a criança. O bebê também deve tomar o coquetel nas primeiras seis semanas de vida.


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