Clínica Geral

20/05/2015 09:22 - Atualizado em 07/12/2016 09:41

Clinomania: Vontade de ficar na cama pode ser distúrbio

Pessoas que só querem ficar deitadas sofrem de clinomania, um distúrbio que requer tratamento.

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Redação

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Ficar um pouco mais na cama depois de acordar pode provocar uma sensação gostosa para muitos, mas em alguns casos a situação é um transtorno. A clinomania se caracteriza por uma vontade intensa de ficar deitado. É algo praticamente incontrolável, um desejo de permanecer na posição horizontal, seja dormindo ou não.

O principal problema da clinomania é o diagnóstico complicado. Geralmente, ele é feito por exclusão, já que o distúrbio é confundido facilmente com depressão e síndrome de fadiga crônica. O acompanhamento médico é fundamental para garantir que não esteja ocorrendo nenhuma doença orgânica no paciente.

clinomania

O que diferencia a clinomania?

Em um quadro depressivo, é comum a pessoa não querer sair da cama, mas sempre em função do desânimo, da tristeza, da melancolia e da falta de disposição que caracterizam a doença. Nos casos de fadiga crônica, o indivíduo fica na cama porque o cansaço é intenso e está sempre associado a sintomas de dores musculares e fraqueza.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

No entanto, algumas doenças podem deixar a pessoa clinomaníaca. Problemas ou transtornos que produzam fadiga e cansaço são desencadeadores do distúrbio. O mesmo pode valer para atividades que levem a pessoa a ver o descanso como único tratamento.

O repouso em excesso pode se tornar um caso clinomaníaco, que afeta principalmente as mulheres entre 20 e 40 anos, mas não apresenta faixa etária de risco.

A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período. Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas.

Tratamento para a clinomania

Depois de diagnosticada a clinomania, é possível recorrer a psicólogos, psiquiatras, neurologistas ou especialistas do sono para tratar o distúrbio. Com o acompanhamento profissional, existe cura para o distúrbio.

Em alguns pacientes, é necessário administrar medicação, mas, em outros, apenas acompanhamento psicológico, fisioterapia, exercícios físicos e mudanças de comportamento já são suficientes.

Os clinomaníacos não podem ser chamados de preguiçosos. Do latim, “preguiça” (“pigritia”) quer dizer “que não trabalha”, ou seja, aqueles que não gostam de trabalhar.

As pessoas que sofrem com o distúrbio, por outro lado, não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

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