Clínica Geral

26/11/2014 03:53 - Atualizado em 30/11/2016 01:13

Cirurgia da próstata: Quando decidir pela retirada do tumor

Cirurgia da próstata pode acarretar diferentes efeitos colaterais, como a incontinência urinária.

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Redação

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Um dilema comum quando o paciente é diagnosticado com câncer de próstata diz respeito ao tratamento. Decidir pela realização da cirurgia da próstata é um processo que exige reflexão e ponderação, principalmente quanto aos índices de sucesso e aos efeitos colaterais.

Câncer de próstata é o mais comum entre os homens

A próstata é uma glândula presente apenas no sistema reprodutor masculino. Localizada na base da bexiga, próxima à parte inicial da uretra (canal que leva a urina da bexiga para o pênis), a glândula é responsável pela secreção de um fluído que protege os espermatozoides do ambiente ácido da vagina e aumenta sua mobilidade, facilitando a chegada ao óvulo

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Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que, segundo dados do INCA, cerca de três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. A idade está, portanto, diretamente relacionada à incidência do problema.

Outros fatores de risco podem incluir:

- Afrodescendência (os homens de descendência africana são mais afetados pelo problema, mas os motivos para o fenômeno ainda são desconhecidos)

- Histórico familiar (predisposição genética)

- Obesidade

- Tabagismo

- Consumo excessivo de cálcio.

Cirurgia da próstata remove a glândula e o tumor

Quando o paciente é diagnosticado com câncer de próstata, e o tumor ainda está restrito à glândula, existem três formas de tratamento mais comuns: a cirurgia da próstata, a radioterapia e a braquiterapia.

- Cirurgia da próstata: por meio de uma incisão no abdômen, logo abaixo do umbigo, a próstata e o tumor são removidos. Trata-se de uma cirurgia complexa e bastante invasiva, que exige internação de quatro a cinco dias.

- Radioterapia: um feixe de irradiação incide sobre a próstata em doses ministradas diariamente, a fim de eliminar o tumor. Trata-se de um tratamento prolongado, que pode durar até dois meses, mas é menos invasivo do que a cirurgia, pois não envolve internação nem anestesia.

- Braquiterapia: esse método consiste na inserção de sementes radioativas na próstata, por meio da colocação de algumas agulhas na glândula.

Decisão pela cirurgia da próstata exige reflexão

A cirurgia da próstata é o mais agressivo e invasivo dos tratamentos, pois exige uma intervenção complexa. A radioterapia e a braquiterapia são procedimentos considerados mais simples, principalmente no que diz respeito à execução. A chance de cura, no entanto, é um pouco maior quando o tumor é removido: em geral, o índice de sucesso da cirurgia costuma ser até 15% superior aos outros métodos.

No momento de tomar a decisão, é preciso estar atento aos efeitos colaterais: os três procedimentos podem levar à impotência sexual e à incontinência urinária, dependendo de fatores como idade do paciente, estágio da doença e qualificação do cirurgião. Conversar com o oncologista e com o urologista para entender quais os efeitos colaterais de cada procedimento é o primeiro passo para realizar uma escolha consciente.

Como o câncer da próstata pode ter crescimento vagaroso, sem apresentar sintomas por muitos anos, é comum que idosos tenham a doença e não saibam. Por isso, um idoso muito debilitado por outras doenças pode não receber o tratamento para o câncer, em virtude da expectativa de vida reduzida e de os efeitos colaterais serem potencialmente piores do que a evolução do câncer.

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