Clínica Geral

11/08/2014 09:00 - Atualizado em 26/02/2017 01:32

Cirrose hepática é uma doença silenciosa que ataca o fígado

Consumo excessivo de álcool é a principal causa da cirrose hepática.

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Redação

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A cirrose hepática é uma doença crônica que atinge o fígado e se caracteriza por fibrose e pela formação de alguns nódulos que impossibilitam a passagem de sangue. Essa é uma enfermidade perigosa, pois começa a se manifestar vagarosamente e só apresenta sinais mais concretos em estágios mais avançados, quando a cirurgia pode ser inevitável.

Cirrose hepáticaO que é a cirrose hepática

Ela pode ser causada pela inflamação crônica do fígado ou por algum tipo de infecção. A doença faz com que o fígado passe a produzir um tecido de cicatrização em vez das células saudáveis, que acabam morrendo. Por conta disso, o órgão para de exercer as suas funções normais como produzir a bile (agente emulsificador de gorduras), ajudar na manutenção dos níveis de açúcar no sangue, produzir proteínas, metabolizar o colesterol, o álcool e alguns tipos de medicamentos.

Apesar de ser mais comum nos homens com idade acima dos 45 anos, a cirrose hepática também pode atingir as mulheres. O consumo excessivo de álcool é o principal agente causador desta doença, que têm tido um aumento significativo de pacientes nos últimos anos. O fígado é o órgão responsável pela metabolização do álcool e quando ele é submetido a doses muito altas dessa substância, pode sofrer danos aos tecidos vitais, o que faz com que seu funcionamento seja prejudicado. 

Porém o abuso de álcool não é a única causa da doença. A cirrose hepática também pode ser provocada por hepatites B e C crônicas. O uso de forma equivocada de algum medicamento ou a hepatite autoimune também podem ser desencadeadores da doença. 

Principais sintomas da doença

A enorme capacidade de regeneração do fígado faz com que ele consiga compensar as funções de algumas partes afetadas. Isso faz com que no estágio inicial da cirrose hepática não seja sentido praticamente nenhum sintoma. A doença começa a se desenvolver de forma silenciosa, o que é um grande perigo para o paciente. Com o passar do tempo os primeiros sintomas começam a ser percebidos. São eles ascite (presença de líquido na cavidade abdominal), hemorragia digestiva, entre outros.

Em um estágio mais avançado da doença, podem ser percebidos outros sintomas como náuseas, vômitos, perda de peso, dor abdominal, constipação, fadiga, fígado aumentado, olhos e pele amarelados (icterícia), urina escura, perda de cabelo, inchaço. Em casos extremos, pode ocorrer a encefalopatia hepática, que provoca alterações cerebrais devido ao mau funcionamento do fígado.

Como tratar a cirrose hepática

O transplante de fígado pode ser considerado o único tratamento definitivo e realmente eficaz para pacientes com cirrose hepática. Melhoras significativas podem ocorrer se o paciente suspender definitivamente o agente agressor que tenha causado a doença.

O fígado é capaz de perder mais de dois terços do seu tecido e voltar ao tamanho normal, devido a sua alta capacidade de regeneração. O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de cura da doença que deve ter tratamento médico assim que for detectada. Por se tratar de um corpo estranho, o transplante só é aconselhável em último caso, já que pode gerar algum tipo de rejeição do organismo.

Assim que a doença fica instalada no organismo, pode gerar sérias limitações físicas, alimentares e medicamentosas no paciente. Elas podem causar hemorragias digestivas e em casos mais graves levar o paciente ao óbito.

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