Clínica Geral

20/08/2014 11:46 - Atualizado em 01/12/2016 07:35

Casos de Aids crescem no Brasil acima da média mundial, aponta ONU

Índice de novos portadores da AIDS cresce cerca de 11% no país de acordo com relatório.

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Redação

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Se a Aids era o maior medo dos adolescentes e adultos dos anos 80 e 90, que viram seus ídolos morrerem por causa da doença, hoje ela já virou fator comum na vida dos jovens brasileiros. Talvez essa tranquilidade com relação à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida seja um dos fatos causadores do aumento no número de soropositivos no Brasil, enquanto no resto do planeta a média anual de novos casos caiu em 27%, segundo a Organização das Nações Unidas.

aids

Um relatório produzido pela UNAIDS, um Projeto Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS foi o responsável pelo apontamento destes dados: os índices de portadores de HIV no Brasil contrariam os índices coletados na média mundial. Os resultados são motivo de preocupação por parte dos profissionais de saúde pública, que precisam encontrar um meio para combater a nova epidemia.

Aumento dos casos da AIDS pode ter várias explicações

A diferença nos índices de AIDS no país para o resto do mundo pode ter várias explicações. Uma delas é que o Brasil vive uma fase diferente da doença se relacionado a lugares com altíssimo número de portadores. A África, por exemplo, experimenta agora uma queda no número de aidéticos que já aconteceu em terras brasileiras em meados dos anos 90.

O relatório aponta ainda que cerca de 35 milhões de pessoas vivem com a AIDS ao redor do mundo, mas que apenas 11 milhões delas sabem disso. Mas ao contrário do que os tabus populares podem supôr, a maior parte dos casos brasileiros da doença estão em heterossexuais. Além disso, aumentaram os casos de mulheres com HIV. Cerca de 38% dos novos casos brasileiros são femininos.

Público jovem é o que mais sofre com novos casos de AIDS

Mas o que mais preocupa no aumento dos níveis do retrovírus é que o público atingido são jovens de 15 a 24 anos, que não passaram pelas intensas campanhas contra a Aids promovidas no passado. Isso prova que há um grande déficit no país com relação a conscientização da população quanto a doença.

Uma das novas estratégias de prevenção é chamada PrEP, Profilaxia Pré Exposição, e já começou a ser testada no Rio Grande do Sul. A alternativa consiste em submeter pessoas com comportamento de risco quanto à doença ao tratamento com antirretrovirais, como forma de prevenção. Fazem parte do quadro de comportamento de risco a relação homossexual entre homens, pessoas transgênero, profissionais do sexo, detentos e usuários de drogas.

Aids tem tratamento

A Aids é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento. Ela ataca o sistema imunológico do indivíduo, deixando-o suscetível a uma série de outras doenças, como cânceres, hepatites, diabetes, doenças bacterianas ou virais. Ela pode ser contraída através da relação sexual sem uso de preservativos, compartilhamento de seringas ou materiais cortantes sem esterilização e qualquer outro tipo de contato com o sangue de um infectado.

A doença mata cerca de 1 milhão de pessoas por ano no mundo e 16 mil pessoas no Brasil. Ela pode ser detectada através de um exame de sangue simples e tratada através de coquetéis antirretrovirais bastante eficientes no retardamentos dos efeitos da doença. Se você já se expôs a uma situação de risco ou apresentou emagrecimento rápido, diarreias, suores noturnos, febre e hematomas sem causa aparente no corpo em um período recente, procure um médico rapidamente.

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