Clínica Geral

25/01/2016 06:00 - Atualizado em 04/12/2016 07:41

Câncer de pele: aprenda a se prevenir desse mal

Sociedade Brasileira de Dermatologia responde as principais dúvidas sobre os problemas enfrentados pelo câncer de pele.

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Redação

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No mês de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou a campanha #controleosol com o objetivo de prevenir o câncer de pele, um dos maiores tipos de doença decorrente principalmente nas altas temperaturas. Para alertar sobre o verão que promete, o Vivo Mais Saudável vai tirar suas dúvidas com Dr. Emerson Lima, Coordenador Da Campanha De Prevenção Ao Câncer Da Pele e a Dra. Caroline Assed, médica assessora da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Leia abaixo:

O que é câncer de pele e como ele se desenvolve?

O câncer de pele é o mais incidente de todos os tipos de câncer, apresentando três subtipos mais comuns. O mais frequente deles é o carcinoma basocelular (CBC), apresentando-se em cerca de 90% dos casos de câncer de pele. Ele manifesta-se através de um “carocinho” da cor da pele. É friável, frágil, apresenta pequenos vasos visíveis e é de fácil sangramento, aparecendo mais comumente na face, em regiões como bochecha nariz e pálpebra. Sua evolução é lenta, mas ele tem capacidade de destruir os tecidos que atinge. Outro tipo é o carcinoma espinocelular (CEC), que também apresenta característica destrutiva, podendo ainda apresentar metástase. Sua aparência é mais seca e opaca. Embora seja comum na face, também pode surgir em outras partes do corpo, como tórax, dorso e membros. É importante ressaltar que esse tipo de câncer, quando ocorre nos lábios, tem grande chance de metástase para os gânglios dessa região. O terceiro tipo mais comum de câncer de pele é o melanoma maligno, que se apresenta como uma pinta acastanhada ou preta. Ele pode originar-se de repente, mas também pode ser proveniente de uma pinta saudável – daí a importância de analisar as pintas do corpo e possíveis mudanças. Alguns sinais de alerta são pintas de vários tons, com bordas e diâmetro irregulares (um lado não corresponde ao outro).

Quais são os tipos e características do câncer de pele do tipo não-melanoma?

O melanoma é maligno, de forma geral. Ele é diagnosticado como melanótico (de cor escura) ou amelanótico (com característica rosada). A partir dessa diferenciação, faz-se a avaliação da gravidade e profundidade da lesão, para que seja possível enquadrá-la em determinado nível de avanço.

Quais são suas principais causas?

As causas para o carcinoma basocelular (CBC) e espinocelular (CEC) estão ligadas à exposição excessiva e desprotegida ao sol. Já no caso do melanoma, ainda não se sabe que fatores exercem maior influência em seu surgimento, uma vez que já foram registrados casos da doença em regiões do corpo onde não há exposição, como plantas dos pés, nádegas e órgãos genitais.

Como a exposição ao sol pode levar à doença?

As radiações provenientes do sol (UV, A e B) são responsáveis por lesar o interior das células, modificando-as. Assim, essas células afetadas se reproduzem e geram lesões na pele. É importante ressaltar que a radiação A não produz queimaduras na pele (como ocorre com a radiação B), mas, com o tempo, sua incidência leva a uma inflamação danosa que não é perceptível na pele. Por esse motivo é essencial que se use protetor solar não apenas em situações de muito sol, mas também nos dias nublados, inclusive durante o outono e inverno.

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Pessoas com a pele clara têm mais chance de desenvolver a doença?

Sem dúvidas. Isso porque as pessoas com pele clara têm menos proteção da melanina, que age como uma barreira contra a radiação do sol. Isso não significa, no entanto, que pessoas morenas e negras não tenham chance de desenvolver câncer de pele. A proteção solar deve ser praticada por pessoas com todos os tipos de pele.

Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é clínico, feito pelo dermatologista, que está apto para diferenciar o câncer de pele de uma série de outras doenças que podem apresentar sinais semelhantes. Após diagnosticado, o procedimento indicado é a remoção cirúrgica, que pode ser feita pelo dermatologista ou oncologista. Para os tipos CBC e CEC, a cirurgia significa a cura. Já no caso do melanoma é preciso que o tecido retirado seja analisado através de histopatologia para descobrir se haverá necessidade de tratamentos complementares.

Quando é necessário fazer a remoção cirúrgica do melanoma?

Nos casos de evolução mais grave da doença. Nesses quadros, é necessário que se amplie a margem cirúrgica.

Como é o prognóstico do câncer de pele?

O prognóstico dos tipos CBC e CEC são excelentes, principalmente quando diagnosticadas precocemente. Já no caso dos melanomas, o sucesso do tratamento dependerá do estágio no qual a doença foi diagnosticada.

Por que o melanoma é tido como um dos tipos de câncer mais graves?

Porque apresenta capacidade de metástase, podendo espalhar-se para órgãos como fígado, cérebro, coração e pulmões.

Como prevenir os cânceres de pele?

É recomendado que se autoexamine com periodicidade, buscando ajuda de um dermatologista em caso de suspeitas. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não conseguimos ver sozinhos. Ao sair, é indispensável que se use o protetor solar nas áreas expostas, mesmo em dias frios e nublados, reaplicando o produto a cada quatro horas em dias comuns e a cada uma hora em caso de sudorese excessiva ou em praias e piscinas. Também é importante que se utilize proteção nos lábios.

As pessoas confundem o que é bloqueador e protetor solar?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, proibiu o termo bloqueador solar, uma vez que o protetor solar não bloqueia totalmente os raios solares, podendo confundir a população com essa nomenclatura, dando uma falsa impressão de que a pele está 100% protegida da radiação ultravioleta.  

O câncer de pele pode ser desenvolvido mais de uma vez na mesma pessoa e em qualquer idade?

Sim. Entretanto, indivíduos com faixa etária mais baixa a incidência é bem menor em ter câncer da pele. O carcinoma basocelular, o tipo de câncer da pele mais comum tem como principal fator de risco a exposição solar crônica, acometendo, portanto, paciente com faixa etária mais avançada e uma pele foto danificada.

 

Dados importantes:

- O (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima que em 2016 haverá cerca de 175 mil novos casos de câncer da pele não melanoma no Brasil. Os principais tipos que ocorrerão no País serão, por ordem de incidência, os de pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata e o de mama. 

- A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, no ano 2030, existirá 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer. O maior efeito desse aumento incidirá em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das do aparelho circulatório.

- Para prevenir o desenvolvimento do câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou a campanha #ControleoSol, para incentivar a população a examinar sua pele e a de quem se ama.

 

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