Clínica Geral

01/10/2015 08:00 - Atualizado em 20/11/2016 05:27

Câncer de mama: Conheça os fatores de risco e previna-se!

O oncologista Elge Werneck Júnior explica fatores de risco e como se prevenir. Leia a matéria e fique ligada na saúde da mama!

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Redação

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O Outubro Rosa é um período para celebrar a conscientização da saúde da mama e para continuar compartilhando conhecimento, abordando temas importantes referentes ao câncer de mama.

Então vamos começar com um tópico fundamental: fatores de risco. Será que você tem o mesmo risco de desenvolver a doença do que sua vizinha? O que faz com que sua melhor amiga tenha menos chances de sofrer do câncer de mama do que a prefeita da cidade?

Fatores de risco são aquelas condições em que o indivíduo está exposto momentânea ou continuamente e que aumentam as chances da doença se desenvolver. Há dois grupos clássicos de fatores de risco: os modificáveis e os não modificáveis. Vamos a eles?

Fatores modificáveis são hábitos que podemos eliminar ou adotar para minimizar riscos. 

Diagnóstico e rastreamento de câncer de mama

Fatores Modificáveis

Os fatores modificáveis são aqueles que podemos excluir de nossas vidas e, consequentemente, reduzir o risco. Os exemplos clássicos são referentes aos nossos hábitos de vida: alimentacão, atividade física, exposicão a determinado agente carcinogênico e outros. Veja:

Atividade Física

Não apenas reduz a possibilidade do desenvolvimento do câncer como também oferece mais tempo de vida aos indivíduos que sofrem da doença. Provavelmente é o anti-inflamatório mais potente de todos e por isso você deve sair imediatamente dessa poltrona e exercitar-se;

Obesidade

Fator muito importante de risco para mulheres na pós-menopausa;

Etilismo

O hábito de ingestão de bebidas alcoólicas expõe a maior risco de câncer de mama, dentre tantos outros tantos cânceres. Beba com moderação;

Tabagismo

Reconhecidamente um dos principais fatores carcinogênicos da humanidade, sua prática também expõe indivíduos a um risco maior que a população geral. Repito: cigarro, seja ele qual for (normal, palha, narguile, etc), não combina com saúde;

Radiação Ionizante

Aqueles expostos a radioterapia, principalmente em tórax e em altas doses estão mais propensos a serem diagnosticados com câncer de mama do que aqueles não expostos.

Estrógeno

Ingestão de estrógenos exógenos (reposição hormonal, por exemplo) ou exposição prolongada ao estrógeno endógeno (primeira menstruacão precoce ou menopausa tardia, ausência de gravidez e/ou amamentação) também estão intimamente ligados ao risco de câncer de mama, aumentando as possibilidades de surgimento da doença. Assim, tome bastante cuidado e converse muito com seu médico sobre qualquer medicação hormonal a ser utilizada. Jamais faça automedicação. Detalhe: anticoncepcionais orais antigos, com altas doses de hormônios (estrógeno e/ou progesterona) também expunham as mulheres a maiores risco de câncer de mama. Novos medicamentos, baseados em doses muito menores de hormônios, não acrescentam essa relação tão clara, provavelmente não influenciando nesse risco.

Alimentação

Dietas ricas em gordura animal parecem relacionar-se com maior incidência de câncer de mama, assim como ingestão aumentada de açúcares.

 Fatores não modificáveis são mais complicados, pois são condições individuais nas quais é difícil interferir.

Como o tratamento psicológico pode ajudar a mulher com câncer?

Fatores Não Modificáveis

Agora entramos em um cenário onde podemos interferir muito pouco, visto que são condições intrínsecas dos indivíduos. Conheça alguns fatores:

Sexo

A mulher, por apresentar um tecido mamário mais volumoso e sujeito a influências hormonais, tem um risco bastante maior que o homem, representando 99% de todos os cânceres de mama no mundo.

Idade

O câncer nada mais é que o processo de transformacão de uma célula normal em célula doente no decorrer do seu envelhecer. Assim, quanto mais velho o indivíduo, mais exposto a mutações ele está, e consequentemente, a desenvolver o câncer.

Mutações Genéticas Herdadas

Talvez o ponto mais discutido nos últimos anos. Angelina Jolie, que preventivamente retirou suas mamas, expôs publicamente essa questão. Determinados genes estão fortemente relacionados com o desenvolvimento de vários tipos de câncer. Quando falamos de mama, a pesquisa de mutações nos genes brca-1 e brca-2 pode identificar indivíduos altamente propensos a sofrerem dessa doença. Encontrar essas mutações significa que o indivíduo que as possui tem até 80% de risco de desenvolver câncer de mama durante sua vida.

Alguns pontos: O risco é bastante elevado, porém não é definitivo que o câncer se desenvolverá. Além disso, essas mutações acontecem, geralmente, em populações bem definidas, em famílias com vários casos da doença, não devendo ser encaradas como “provável” em todos os pacientes.

Atenção: Da mesma forma que a presença dessa mutação não é certeza de câncer no decorrer da vida, a ausência não exclui essa possibilidade. Há inúmeros outros genes relacionados com o câncer de mama, alguns conhecidos e a maioria ainda não descobertos.


Após esses pontos, é mais fácil compreender como o desenvolvimento dessa doença é complexo. A multifatoriedade causal torna a prevenção bastante difícil, mas é o que nos resta. Precisamos encarar esses fatores como inimigos silenciosos e enfrentá-los diariamente, pois a prevenção é a melhor forma de levar uma vida saudável e longa.

 

#FicaDica: Converse com seu médico e evite os fatores de risco modificáveis.

E você, já abandonou fatores de risco modificáveis e adotou hábitos mais saudáveis para se prevenir? Deixe seu comentário!

Fique ligado no Especial Outubro Rosa para saber tudo sobre a saúde da mama!


 

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