Clínica Geral

12/12/2014 11:41 - Atualizado em 04/12/2016 10:48

Canabidiol: Uso da maconha medicinal liberado no Brasil

Conselho de Medicina autorizou uso do canabidiol para casos de resistência ao tratamento convencional.

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Redação

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O uso da maconha medicinal está permitido no Brasil, mas com limites. A autorização foi dada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que prevê que a prescrição do canabidiol seja feita apenas por neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras. O uso também é restrito a pacientes nos quais o tratamento convencional não se mostra eficaz.

canabidiol

O que é o canabidiol?

O canabidiol é uma substância encontrada na maconha. Conforme estudos científicos, pode ser utilizado como terapêutica para doenças neurológicas. Entre as suas indicações, estão as crises epilépticas, câncer, esclerose múltipla e dores neuropáticas.

Antes do Brasil, vários países já possuíam regras próprias para disciplinar o uso do canabidiol. Quase 300 pedidos de importação do medicamento foram protocolados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até dezembro.

Conforme a determinação do CFM, o canabidiol tem sua prescrição restrita a menores de 18 anos e os pacientes devem ter seu quadro acompanhado por relatórios frequentes feitos por profissionais médicos cadastrados em uma plataforma online.

Canabidiol é alvo de polêmica

O tema já vinha despertando polêmica no país. Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha no fim de novembro reacendeu o debate sobre a maconha medicinal. Afinal, qual a diferença entre os métodos de utilização? E qual a visão do brasileiro a respeito do tema? 

Neste ano, o assunto ganhou destaque quando um casal conseguiu permissão na Justiça para importar o canadibiol para de controlar convulsões causadas pela síndrome CDKL5 em sua filha de cinco anos. Imediatamente, pessoas contrárias e a favor da maconha medicinal passaram a debater, em especial nas redes sociais.

Segundo pesquisa encomendada pelo Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ) e divulgada pelo Datafolha, 56% dos brasileiros são contra a venda de maconha para uso medicinal. Por outro lado, 50% aprovam a liberação de remédios e medicamentos derivados da droga. Foram realizadas 2162 entrevistas em todo o país.

Mas uma pesquisa realizada em fevereiro pela Expertise, uma empresa de pesquisa e inteligência de mercado, aponta dados controversos: 57% dos brasileiros aprovam o uso medicinal da maconha. O estudo consultou 1259 pessoas por meio de uma plataforma online.

canabidiol

Maconha medicinal como remédio

A Cannabis sativa tem cerca de 400 compostos quimicos, sendo 60 canabinoides (com princípios ativos específicos). Dois deles se destacam pelas propriedades medicinais: o THC, que também é a principal substância psicoativa, podendo causar dependência química, e o CBD (canabidiol), que não tem efeito entorpecente.

Em todo o mundo, há interpretações diferentes e usos diversos para a droga. A maconha enquanto remédio, e não erva, pode ser encontrada na forma de cápsulas, sprays, gotas e adesivos, por exemplo. Países como Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Israel adotam regulação específica para o uso terapêutico da maconha.

Discussões sobre o tema

O assunto inspira controvérsias entre familiares, colegas e amigos. Ao redor do mundo, ativistas dedicam-se a defender as duas posições. Enquanto alguns países são mais conservadores na abordagem, outros se mostram mais propensos a mudanças.

Independentemente de sua crença política ou religiosa, vale a pena compreender o tema a fundo, buscando entender o que motiva as decisões de cada país e como elas interferem para a saúde pública, o tráfico de drogas e a violência urbana.

Não deixe que as outras pessoas pensem por você: estude o assunto e construa sua própria opinião. Outra recomendação interessante é colocar-se no lugar dos outros, compreendendo a estrutura do problema - ou da solução - como um todo. Mais ética e menos egocêntrica, essa postura pode ser importante para elucidar suas dúvidas.

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