Clínica Geral

03/12/2015 11:15 - Atualizado em 03/10/2016 08:07

Brasil está livre da rubéola congênita, diz OMS

País não teve nenhum caso de transmissão registrado nos últimos cinco anos.

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Redação

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O Brasil recebeu, neste início de dezembro, o certificado de eliminação da rubéola congênita em território nacional. O mérito foi concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após um período de cinco anos sem registros de novos casos da doença.

Entregue pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília, o certificado foi recebido pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro. Ele afirmou que este é um momento bastante significativo para o país, e disse que a força-tarefa durante as campanhas de vacinação foi fundamental para alcançar o sucesso.

Saiba mais sobre a rubéola e entenda por que erradicá-la é um avanço para o Brasil.

bebê livre de rubéola congênita sendo vacinado

A rubéola congênita no Brasil

A certificação acompanha o reconhecimento feito em abril de 2015, pela própria OMS, de que toda a América estava livre da rubéola. Essa foi a primeira região a alcançar a eliminação da doença.

Após o estudo de dados epidemiológicos, o Comitê Internacional de Especialistas para Eliminação do Sarampo e Rubéola nas Américas concluiu que o Brasil poderia se unir ao grupo. De acordo com a OPAS, tanto países ricos quanto pobres devem continuar a vacinação, com o objetivo de manter a rubéola erradicada.

O Brasil desenvolveu ao longo dos anos diversas campanhas de prevenção e conscientização. Foram dezenas de postos de saúde oferecendo a vacina e diferentes estratégias para atingir o maior número de cidadãos. Nas Américas, foram 250 milhões de pessoas vacinadas.

Segundo o Ministério da Saúde, o próximo desafio é intensificar as medidas de alerta para as Olimpíadas de 2016. Autoridades observarão principalmente turistas que chegarem ao país e brasileiros vindos do exterior - pessoas que podem ter passado por zonas de risco.

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Entenda a rubéola

A rubéola é uma doença infecciosa viral que é transmitida pela tosse ou pelo espirro. O paciente infectado pode transmitir o vírus antes mesmo de apresentar os primeiros sintomas, e até duas semanas após o desaparecimento. Além disso, essa é uma condição congênita, podendo ser passada de mãe para filho durante a gestação.

Os primeiros sintomas da rubéola costumam passar despercebidos e, até mesmo, podem ser confundidos com os de outras doenças. No entanto, uma das características mais notáveis são as erupções vermelhas na pele, que se espalham por tronco, pernas e braços. Febre, dor de cabeça, congestão nasal, mal-estar e dor muscular são outros sinais comuns.

Para manter a rubéola erradicada no Brasil, os pais devem ter consciência sobre a importância da vacinação. Mesmo que não haja mais registros de transmissões dentro do território nacional, é fundamental que a proteção continue.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece três tipos de vacina contra a doença: dupla viral (sarampo e rubéola), tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). As vacinas tríplice e tetra fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e podem ser solicitadas em postos de saúde do país inteiro.

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