Clínica Geral

12/06/2014 09:00 - Atualizado em 01/12/2016 08:05

Bexiga hiperativa: confira causas e tratamento da disfunção

Pessoas com bexiga hiperativa têm vontade de urinar muitas vezes ao dia.

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Redação

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Se você precisa ir muitas vezes por dia ao banheiro para urinar e sente um desconforto frequente na região pélvica, talvez você tenha uma condição chamada bexiga hiperativa

Sintomas da bexiga hiperativa

Foto: Shutterstock

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O problema causa uma sensação frequente de desconforto e pode fazer com que a pessoa evite, em algumas ocasiões, fazer passeios ou sair de casa, com o receio de que tenha uma súbita vontade de fazer xixi em um local onde não há banheiro próximo. A bexiga hiperativa trata-se de uma contração do músculo da bexiga que acontece de maneira involuntária, durante o seu enchimento com urina. Seu principal sintoma é, portanto, a sensação de urgência para ir ao banheiro diversas vezes ao dia, que pode ser acompanhada de dor na região da bexiga.

Diagnóstico da bexiga hiperativa

A enfermidade recebe o nome de bexiga hiperativa neurogênica quando é causada por uma doença que afeta o sistema nervoso central ou nervos periféricos, como, por exemplo, acidente vascular cerebral, mal de Alzheimer, mal de Parkinson, traumatismo raquimedular, lesão traumática no nervo ou demência por múltiplos derrames.

Já quando o paciente não apresenta lesões neurológicas aparentes, recebe o nome de bexiga hiperativa idiopática. Nesse caso, a ocorrência da enfermidade pode ser explicada de diversas maneiras, como o aumento da sensibilidade da musculatura detrusora à acetilcolina, diminuição do controle inibitório do sistema nervoso central, aumento de fibras sensitivas ou até mesmo lesões neurológicas que não puderam ser identificadas por meio dos exames convencionais. Nos homens, pode ocorrer devido ao aumento da próstata, radioterapia ou braquiterapia da próstata. O que todos os casos têm em comum é que, independentemente da origem da doença, as alterações estão, direta ou indiretamente, ligadas com perturbações no controle funcional da micção.

Para confirmar o diagnóstico da bexiga hiperativa, o paciente é submetido a uma avaliação urodinâmica, que estuda fatores fisiológicos e patológicos que envolvem o armazenamento, transporte e esvaziamento de urina na bexiga e uretra da pessoa. É como se fosse um “eletrocardiograma da bexiga”, feito com equipamentos modernos, conectados a sondas colocadas na uretra e no ânus do paciente.

Tratamento para bexiga hiperativa

O tratamento para quem sofre com bexiga hiperativa é feito primeiramente com a mudança comportamental – com micções programadas e controle na ingestão de líquidos, evitando os diuréticos. O paciente é submetido a medicação (Detrusitol LA, Enablex, Retemic UD). Quando ela não tem efeito, indica-se fisioterapia, utilizando um aparelho chamado biofeedback, ou a eletroestimulação, que pode ser feita pela vagina ou no nervo tibial (atrás do calcanhar). Se mesmo assim os sintomas persistirem, é feita terapia com injeção de botox na bexiga – é injetado em 30 pontos do órgão e sua durabilidade é de seis a nove meses, sendo necessária reaplicação depois desse período. Se nada disso der certo, a última tentativa é a implantação de um marca-passo na bexiga, que atua como neuroestimulante

O indivíduo que sofre de bexiga hiperativa não tem a capacidade de comandar o órgão para que fique em estado de repouso. A contração que causa o desconforto gera apenas a forte vontade de urinar, ou seja, não confunda esse caso com incontinência urinária, embora, com a bexiga hiperativa pode existir a perda de urina por incontinência por urgência.

Se você possui esse problema ou conhece alguém que o tenha, deixe aqui o seu comentário e conte-nos um pouco sobre a sua experiência.

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