Clínica Geral

03/01/2015 03:16 - Atualizado em 07/12/2016 07:20

Bactéria H. pylori aumenta o risco de câncer de estômago

Estudos indicam que a H. pylori está relacionada ao câncer a partir do surgimento de úlceras e gastrites.

POR

Redação

  • +A
  • -A

A Helicobacter pylori, também conhecida como H. pylori, é uma bactéria responsável por doenças crônicas, como gastrites e úlceras gástricas. São condições que, se não tratadas, podem evoluir para o surgimento do câncer de estômago.

A H. pylori age exclusivamente na mucosa gástrica e é mais comum do que se imagina, acometendo metade da população mundial, muito embora nem todas as pessoas desenvolvam sintomas.

H. pylori

Como ocorre a contaminação pela bactéria

O meio mais frequente de contaminação se dá por água e alimentos cujo preparo não segue critérios de higiene e há contato com fezes contaminadas. Pessoas com hábitos alimentares não saudáveis, como a alta ingestão de alimentos conservados em sal e defumados, tendem a ter mais chance de serem portadores da bactéria.

Ela também é conhecida por sua resistência, pois sobrevive ao ácido estomacal ao secretar enzimas que o neutraliza. Além disso, pode ficar em reserva nas placas dos dentes e, posteriormente, voltar a infectar o paciente após o termino do tratamento.

Como age a H. pylori

A H. pylori invade a camada de muco - revestimento que protege o estômago - e faz com que as toxinas iniciem um processo inflamatório que resulta em gastrite crônica. Esta se desenvolve silenciosamente. O agravamento da condição estomacal depende de uma série de fatores. Entre os principais, está a predisposição genética.

Quando a H. pylori encontra um ambiente que permite com que ela interaja com paciente, a infecção é intensificada e as membranas mucosas são destruídas. Isso fragiliza a parede estomacal e permite que o ácido cloridrico e a pepsina, naturalmente produzidos pelo estômago, corroam a mucosa e resultem em úlceras.

A H. pylori e o câncer de estômago

Estudos indicam que a H. pylori está fortemente relacionada ao câncer de estômago a partir do surgimento de úlceras e gastrites. Em geral, as pessoas procuram o médico quando a doença já está bastante avançada. Isso ocorre porque nessa fase os sintomas como sangramento, perda de peso ou a dor intensa são mais evidentes.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse câncer aparece em terceiro lugar na incidência entre homens no Brasil e em quinto entre as mulheres. Pessoas que já passaram por intervenção cirúrgicas no estômago e fumantes que ingerem bebidas alcoólicas também estão mais propensos a desenvolver o tumor.

O diagnóstico do câncer de estômago é realizado por meio de endoscopia digestiva alta, exame radiológico contrastado do estômago, ultrassonografia endoscópica e biópsia.

Se detectado precocemente, a cirurgia de retirada de parte ou de todo o estômago e dos nódulos linfáticos é capaz de curar o paciente. Associadas a esse procedimento estão a radioterapia e a quimioterapia.

É importante lembrar que nem todas as pessoas que tenham a bactéria detectada por meio de exames irão desenvolver câncer. O risco aumenta caso haja uma predisposição genética a desenvolver doenças relacionadas ao estômago.

A automedicação, assim como em qualquer situação, não é indicada. Isso porque chás caseiros e antiácidos aliviam o sintoma e podem acobertar e agravar ainda mais o problema. Para evitar o avanço das doenças provocadas pela H. pylori, é preciso ter constante acompanhamento médico e informar históricos de doenças digestivas na família.

Pronto para cuidar melhor da sua saúde? Então deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
bactéria
saúde
infecção
câncer

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ