Clínica Geral

27/06/2014 09:00 - Atualizado em 01/12/2016 11:59

Arritmia cardíaca levou Sérgio Reis ao hospital. Saiba como enfrentar

Arritmia cardíaca mata milhares de pessoas todo ano.

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Redação

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Recentemente, Sérgio Reis, ícone da música sertaneja brasileira, foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein, para controle de arritmia cardíaca. O cantor, que já tem um histórico de problemas no coração, precisou passar por um cateterismo e se recupera bem. Mas o seu caso foi um exemplo de um problema sério. A arritmia cardíaca vitima centenas de milhares de pessoas por ano – as fatalidades se caracterizam por uma morte súbita.

O que é a arritmia cardíaca

Arritmia cardíaca, como o próprio nome sugere, é um distúrbio que faz com que o batimento ou ritmo do coração se altere, ficando muito rápido (taquicardia), muito lento (bradicardia) ou irregular. O coração é um órgão muscular contrátil, constituído de duas bombas, que têm como função bombear o sangue oxigenado, advindo dos pulmões, para o resto do corpo, e encaminhar o sangue venoso para os pulmões. Para realizar essa tarefa mecânica, o coração tem um mecanismo totalmente sincronizado. É quando acontecem desacertos nesse processo que se origina a arritmia cardíaca.

Foto: Shutterstock

O que garante a sincronia desses movimentos são estímulos elétricos gerados por agrupamentos de células, que têm o papem de um marca-passo natural. O que pode aumentar o risco de contrair arritmia cardíaca é a fraqueza do músculo do coração (cardiomiopatia), insuficiência cardíaca, hipertireoidismo, ataque cardíaco prévio ou uso de drogas como anfetamina, cafeína, cocaína, betabloqueadores, psicotrópicos e simpatomiméticos.

Sintomas da arritmia cardíaca

Pode acontecer de a arritmia surgir suavemente, sem que a pessoa sequer perceba, a não ser que esteja praticando um exercício físico. Ela pode desaparecer e retornar depois de um tempo.

Entre os possíveis sintomas do distúrbio, estão dor torácica, desmaio, batimentos cardíacos acelerados ou lentos (palpitações), palidez, vertigens e tontura, falta de ar, batidas fora do ritmo e sudorese. Cuidados médicos devem ser procurados, visando evitar que o mais grave dos sintomas ocorra: a parada cardíaca. Ela acontece quando o distúrbio no ritmo do coração é tão acentuado a ponto de acabar com a eficiência mecânica do órgão, originando a fibrilação – quando as contrações cessam.

Para detectar uma possível desregulação no ritmo do coração, o médico vai ouvir o seu coração com um estetoscópio e sentir o seu pulso, e depois possivelmente pedirá alguns testes, como exames para o coração, monitoramento cardíaco com Holter ou gravador de eventos cardíacos, angiografia coronária, eletrocardiograma, ecocardiograma e estudo eletrofisiológico.

É importante investigar se o paciente é portador de insuficiência coronária, doença isquêmica do coração, se já teve um infarto ou corre o risco de sofrer uma isquemia. Quanto ao Holter, é um gravador que registra o eletrocardiograma da pessoa durante o dia, enquanto realiza suas atividades rotineiras. Depois, o médico analisa esses dados e relaciona-os com os sintomas descritos, podendo confirmar o diagnóstico de arritmia cardíaca.

Tratamento da arritmia cardíaca

O tratamento para a arritmia depende de qual o seu tipo. Quando o problema é bradicardia, ou seja, batimentos muito lentos, o ritmo pode se normalizar naturalmente (caso tenha sido originado pelo uso de medicamentos) ou então pode ser colocado um marca-passo, microcomputador que estimula as câmaras cardíacas por impulsos elétricos. Se o problema são batimentos rápidos demais, a taquicardia, deve ser feito o procedimento cirúrgico chamado cateterismo, logo após identificado o local onde acontece o distúrbio.


Você sofre de arritmia cardíaca? Você tem feito algum tratamento? Qual é o seu tipo de arritmia? Conte-nos um pouco da sua experiência.

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