Clínica Geral

29/09/2014 05:57 - Atualizado em 03/12/2016 08:40

Aprenda como identificar e tratar Alopecia Areata

Alopecia Areata pode ter origem na genética, no estresse ou em fatores imunológicos e hormonais.

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Redação

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Você já deve ter visto algum homem que possuísse um pequeno ponto liso em meio a uma barba farta. Ou uma mulher que tivesse pequenos pontos carecas no couro cabeludo, escondidos por outros fios longos. Essas pessoas podem sofrer de uma disfunção corporal chamada Alopecia Areata, que ataca os fios de cabelo do corpo humano e faz com que eles caiam.

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Causas da Alopecia Areata

Conforme a dermatologista Anaflávia Oliveira, a disfunção tem como origem uma série de aspectos, que impactam também na gravidade e na evolução da doença. Entre as explicações para a sua origem, conforme a especialista, estão a predisposição genética, fatores imunológicos e hormonais e o estresse físico e emocional.

Conforme Anaflávia, doenças, estilo de vida, perdas importantes, mudanças repentinas na vida, trabalho estressante, relações familiares ou amorosas problemáticas podem gerar a Alopecia Areata. “Há comprovações de doenças autoimunes precipitadas pelo estresse ou de substâncias liberadas durante o estresse que prejudicam o folículo piloso”, diz.

Como detectar o problema

A forma mais comum de se detectar a Alopecia Areata é através da observação dos locais onde o cabelo caiu, mas é possível diagnosticar a doença antes de que os fios comecem a cair com muita intensidade. A demora na descoberta muitas vezes é responsabilidade dos próprios portadores, que confundem o distúrbio com a calvície.

A principal diferença entre a Alopecia Areata e a calvície é a forma como ela se espalha pelo cabelo. Pessoas calvas perdem os cabelos a partir das extremidades, enquanto os portadores de alopecia perdem os fios em locais aleatórios do couro cabeludo.

Outro fator de diferenciação é a idade. A calvície costuma dar sinais na meia idade, enquanto a maioria dos casos de alopecia acontece por volta do 20 anos.

Os sinais principais da doença são a coceira e a ardência no couro cabeludo, principal local de manifestação do distúrbio. Braços, pernas, sobrancelhas e barba também podem sofrer com o problema. Os locais onde ocorre a queda começam a ficar avermelhados, os fios caem e a vermelhidão se intensifica, deixando uma aparência brilhosa na região.

Os tratamentos para Alopecia Areata

Os tratamentos são baseados no estímulo dos folículos capilares, para que o cabelo volte a crescer na região afetada, lembrando que a autoestima de quem sofre com a disfunção pode ser abalada por alterações de aparência e beleza.

As injeções de cortisona são o tipo de tratamento mais comum. Um dermatologista aplica a substância nos locais afetados, repetindo o processo uma vez por mês. Os resultados podem ser vistos em 4 semanas, mas os cuidados não impedem que a doença se espalhe.

Já o Minoxidil é um tratamento que pode ser aplicado em casa, sob a orientação de um médico. A solução tópica, com 5% de concentração de Minoxidil, deve ser aplicada nas áreas afetadas, duas vezes ao dia. Sobrancelhas, barba e couro cabeludo afetados pela Alopecia Areata reagem bem ao tratamento. Braços e pernas não obtém tanto sucesso.

O creme ou a pomada de Antralina também são indicados. Eles não estimulam o crescimento dos fios como os demais, mas fazem algo que os outros não fazem: inibem a proliferação dos efeitos do distúrbio. O tratamento com a Antralina pode ser combinado com as aplicações de cortisona para um efeito mais visível. Enquanto um tem efeitos antiproliferativos, o outro é estimulante de crescimento.

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