Clínica Geral

13/07/2014 07:00 - Atualizado em 03/12/2016 08:25

Apesar dos riscos, automedicação é prática muito comum entre os brasileiros

A automedicação pode levar a intoxicações graves.

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Redação

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A opção pela automedicação é mais comum do que muitas pessoas imaginam. O enredo é quase sempre o mesmo: uma pessoa sente algum tipo de dor, mal-estar ou desconforto, pede uma dica para um familiar, amigo ou vizinho, e vai até a farmácia para comprar o remédio indicado, sem receita médica.


Eficácia da automedicação é ilusória

automedicaçãoFoto: Shutterstock

O que, muitas vezes, as pessoas não se dão conta é que a automedicação, apesar de em alguns casos até causar um alívio dos sintomas, pode ser extremamente prejudicial para a saúde.

Entre as causas mais frequentes da automedicação, estão a grande oferta de medicamentos e o difícil acesso da maioria da população às consultas médicas.

Muitas vezes, ao invés de esperar horas ou até dias por uma consulta na rede pública de saúde, o paciente acaba fazendo a opção mais fácil, que é automedicar-se. Em cada esquina de uma cidade, lá está uma farmácia com medicamentos para todos os tipos de doenças.

Além disso, as pessoas são incentivadas por propagandas de televisão, rádio e jornais para fazerem uso de remédios, que nem sempre são os mais indicados para os casos específicos.


Automedicação pode levar à intoxicação

O principal risco da automedicação é, sem dúvida, a intoxicação. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o uso de remédios de forma equivocada é a principal causa de intoxicação no país, à frente da ingestão de alimentos estragados e do contato com agrotóxicos e com produtos de limpeza.

Outro problema da medicação por conta própria é o uso indiscriminado de remédios. É cada vez mais comum as pessoas vincularem o seu bem-estar exclusivamente ao consumo de fármacos, sem que, para isso, tenham o parecer de um profissional da área da saúde.

A automedicação pode também prejudicar o efeito dos remédios no organismo. Se dois medicamentos forem utilizados ao mesmo tempo de forma inadequada, um deles pode simplesmente anular o efeito do outro ou, em alguns casos, potencializar esse efeito e torná-lo perigoso.


Automedicação também gera efeitos colaterais

É preciso lembrar que todo o medicamento possui algum tipo de efeito colateral, que pode ser mais ou menos impactante em cada paciente. O uso de remédios de forma incorreta pode causar alergias, dependência ou, em casos mais extremos, pode até levar à morte.

Quando o medicamento utilizado for um antibiótico, este cuidado deve ser ainda maior. Apesar de este tipo de remédio ser vendido apenas sob prescrição médica, alguns pacientes podem usar uma dosagem acima da receitada ou voltarem a utilizar o medicamento que foi prescrito anteriormente se os sintomas retornarem.

O uso abusivo ou contínuo desses medicamentos pode levar ao aumento da resistência dos micro-organismos, o que prejudicaria a eficácia no tratamento.


Estudo confirma a automedicação

Segundo dados do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 76,4% dos brasileiros fazem uso da automedicação. A pesquisa entrevistou 1.480 pessoas em 12 capitais do país.

O levantamento mostra ainda que, entre as pessoas que tomam remédio por conta própria, 32% aumentam as doses de medicamentos que os médicos receitaram como forma de tentar potencializar o efeito dos remédios e diminuir o tempo de tratamento.

Vale lembrar que é sempre importante a orientação de um médico para qualquer tipo de tratamento. Por mais que alguns sintomas pareçam banais, a automedicação pode fazer com que um diagnóstico correto seja prejudicado. 

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