Clínica Geral

04/08/2014 09:00 - Atualizado em 05/12/2016 05:58

Amamentação pode prevenir obesidade infantil no Brasil, diz estudo

Obesidade infantil no Brasil atinge 1 em cada 3 crianças entre 5 e 9 anos.

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Redação

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Uma em cada três crianças com idades entre 5 e 9 anos sofrem com o problema da obesidade infantil no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é chocante e preocupa muitas mães pelo país afora. O que muitas delas não sabem é que o tempo em que os bebês são mantidos sob um regime de aleitamento materno exclusivo influencia diretamente no sobrepeso das crianças. 

Obesidade infantil no Brasil e no mundo

A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que pode acometer adultos e crianças. E crianças obesas têm grande chance de se tornarem adultos obesos. 

Obesidade infantil no BrasilObesidade infantil é um grande problema de saúde pública. Foto: Shutterstock

Além de doenças cardiovasculares, os obesos podem sofrer com diversas patologias que têm ligação direta com os níveis de gordura, como o câncer, o diabetes, hipertensão, doenças respiratórias e ortopédicas. 

Amamentação pode prevenir obesidade infantil no Brasil

Estudos realizados na área mostram que até ⅓ das crianças que estão na pré-escola e metade daqueles que cursam o ensino fundamental já se encaixam em quadros de obesidade infantil no Brasil. Mas o dado mais impressionante foi obtido pela Universidade de São Paulo, através de pesquisas pediátricas que mostram que cerca de 80% das crianças obesas deixaram de ser amamentadas pela mãe antes dos 6 meses de idade. 

Esses dados foram captados através de evidências físicas e psicológicas. Crianças que são alimentadas exclusivamente pela amamentação nos seios da mãe param de mamar no momento em que estão satisfeitas. Isso fornece a elas uma ideia dos limites ideias de sua alimentação. Os bebês que recebem papinhas ou leite na mamadeira são induzidos a comer até que a substância acabe limitando sua noção de saciedade. 

Além disso, o leite materno possui uma substância chamada leptina. Essa substância é responsável por processar o metabolismo dos nutrientes e age diretamente na inibição do apetite. Por essa razão, o bebê que mama no peito consegue regular melhor a sua saciedade e é menos propenso a entrar para os dados da obesidade infantil no Brasil

Relação entre sobrepeso e aleitamento

Um outro estudo, lançado em 2010, também aponta para a hipótese de que o aleitamento materno ajuda no combate à obesidade infantil. Os resultados mostram que, para cada mês de aleitamento materno exclusivo, entre os 2 e os 6 meses de vida do bebê, diminuem entre 6% e 10% os riscos de sobrepeso na vida adulta.

Obesidade infantil no Brasil
Amamentação ajuda a prevenir obesidade infantil. Foto: Shutterstock

Muitos consultórios pediátricos sugerem que seja introduzida a alimentação complementar antes dos 6 meses, para que o bebê ganhe peso. O que eles ignoram é que os casos de obesidade infantil no Brasil são mais comuns em crianças que ganharam muito peso nos primeiros 4 meses de vida. 

As mães são plenamente capazes de oferecer aos filhos a quantidade ideal de nutrientes através da amamentação. Quanto mais saudável e equilibrada a dieta materna, mais rico será o leite produzido. Além disso, os hábitos alimentares das mães influenciam diretamente nas preferências dos filhos, bem como em seu peso. 

Apesar de os números apontados serem alarmantes, é importante saber que o combate à obesidade infantil no Brasil pode ser potencializado através de uma ação tão simples como o aleitamento materno. Então não deixe de amamentar seu filho até os 6 meses de idade sem a inserção de alimentos complementares e mantenha o leite materno na dieta da criança até os 2 anos.

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