Clínica Geral

29/07/2014 09:00 - Atualizado em 26/09/2016 06:45

Amamentação é a melhor maneira de proteger o seu bebê

Amamentação dá ao recém-nascido todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento.

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Redação

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O primeiro dia do mês de agosto é o marco escolhido para o Dia Mundial da Amamentação. Essa data foi criada para promover uma maior conscientização da importância vital que o aleitamento tem para os bebês – e também para incentivar a criação de bancos de leites, destinados a nutrir crianças que não podem ser amamentadas pelas suas mães.

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Período de amamentação faz parte da relação entre mãe e filho. Foto: Shutterstock

Todo ser humano, ao nascer, precisa do leite materno para receber os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento, assim como qualquer outro mamífero. As propriedades que a amamentação oferece são insubstituíveis – o leite de vaca, por exemplo, pode até ter seus benefícios a crianças maiores e adultos, mas sua composição nutricional é adequada ao bezerro, não ao bebê humano.

Amamentação provê todos os nutrientes

A orientação básica da Organização Mundial da Saúde e de qualquer médico é que as mamães alimentem o seu filho exclusivamente com leite materno até que ele complete seis meses de idade. Somente a partir daí, outros alimentos podem ser gradativamente acrescentados à dieta da criança, mantendo o leite materno até os dois anos de idade.

Essa alimentação exclusiva no primeiro meio ano de vida deve-se porque, no leite materno, estão todos os nutrientes que a criança precisa – proteínas, vitaminas e minerais – para crescer com saúde. Por não ter o sistema digestivo totalmente desenvolvido nessa idade, outros alimentos além do leite da mãe não serão bem absorvidos.

Fases do leite materno

Até cerca de uma semana após o nascimento do bebê, o leite secretado pela mãe é chamado de colostro. Entre suas características, estão o aspecto amarelado e espesso, a alta quantidade de proteínas e o menor teor de lactose e gorduras. Ele também é rico nas vitaminas A e E, além de carotenoides e imunoglobulinas.

Depois, na segunda semana de vida da criança, o colostro dá lugar ao leite de transição, de textura mais aguada. É aí que começam as modificações na composição do leite materno que culminarão no leite maduro, geralmente a partir da terceira semana.

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Leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança. Foto: Shutterstock

A fonte de energia que o bebê obtém através da amamentação deve-se principalmente à alta concentração de triglicerídeos que o leite materno contém. Quanto aos carboidratos, o principal é a lactose. Os minerais mais importantes são o cálcio, ferro, zinco e cobre. Já no caso das vitaminas, estão precentes a A, D, E, K, C e as do complexo B.

Amamentação desenvolve o sistema imunológico

Além de proporcionar os nutrientes necessários para a saúde da criança, a amamentação garante o desenvolvimento do seu sistema imunológico. Isso acontece porque, através da saliva do bebê, a mamãe entra em contato com microrganismos potencialmente prejudiciais ao bebê. Ela cria os anticorpos necessários e os transmite ao filho por meio do leite nas próximas mamadas.

Por isso, com o leite artificial, a criança permanecerá apenas com os anticorpos que já possui (presentes em um nível bem baixo), em um sistema imunológico imaturo que a deixa extremamente exposta a doenças.

Laço afetivo

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Laços afetivos são ampliados com a amamentação. Foto: Shutterstock

Por fim, mas não menos importante, está o fator emocional. A amamentação está intimamente ligada ao desenvolvimento dos laços afetivos tão importantes entre uma mãe e o seu filho. É com o colo, com o aconchego e com o olho no olho que essa relação se constrói.

É esse mesmo motivo que às vezes torna o desmame difícil, emocionalmente, para os dois. Mas o laço criado nesse período é tão intenso, que certamente perdurará por toda a vida.

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