Clínica Geral

15/10/2015 03:16 - Atualizado em 24/11/2016 07:57

Alopecia androgenética: Calvície também atinge mulheres

A diminuição dos fios pode envolver fatores genéticos ou maus hábitos.

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Redação

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Quando se fala em calvície, a tendência é pensar no público masculino. Porém, a alopecia androgenética também pode acometer as mulheres. A queda de cabelo pode ser total ou parcial.

Dr. José Rogerio, coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conversou com o Vivo Mais Saudável e esclareceu algumas dúvidas sobre o problema e seu tratamento.

mulher com alopecia androgenetica

Entenda a alopecia androgenética

A alopecia androgenética é a diminuição na quantidade de cabelo. É hereditária e bastante comum. Segundo o médico dermatologista, a condição acomete 70% dos homens e 50% das mulheres. "As apresentações do problema são diferentes em cada sexo. Nos homens, iniciam-se por volta dos 20 anos e costumam ser mais severas, acometendo as entradas e a coroa", explica o especialista.

Já no público feminino, o processo costuma ser mais lento e tende a se agravar após a menopausa. “Em torno dos 50 anos, a mulher nota maior perda de volume do cabelo” explica Dr. José. Ambos os sexos passam pelo estágio subclínico, quando o cabelo começa a ficar mais fino e atrofiado, até que cai e não volta a crescer.

As causas genéticas são, também, mais influentes no caso dos homens. Cerca de 80% do público masculino tem alopecia androgenética devido a algum parente em primeiro grau.

No caso das mulheres, o problema costuma aparecer, ainda, por questões hormonais, ou então pelo uso excessivo de química e calor no salão de beleza. Além do dano estético, a alopecia pode trazer dificuldades emocionais para as pacientes, comprometendo suas relações sociais por vergonha e desconforto.

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Tratamento e prevenção

O médico dermatologista explica que a fase subclínica, quando há o afinamento do fio, é o momento ideal para o início do tratamento, pois ele foca especialmente na prevenção. "Em alguns casos, é possível que ocorra reversão e ganho de volume, mas dependerá do quão avançado já está o quadro", explica Dr. José.

O tipo de tratamento depende inteiramente do sexo do paciente e do nível da calvície. Pode ser feito por via oral, com medicamentos disponíveis no mercado. O acompanhamento com um profissional é importante, pois alguns remédios podem provocar efeitos colaterais como diminuição da libido e do esperma.

Algumas loções também trazem benefícios. "Outro procedimento que foi descoberto por acaso é o laser com baixa energia. O fio engrossa quando exposto à energia ", explica o especialista.

Dr. José alerta que, para prevenir a alopecia androgenética e outras doenças no couro cabeludo, é preciso evitar químicas intensas, como tinturas e alisamentos. Bons hábitos de higiene também surtem efeito.

Caso você note diminuição na quantidade de fios ou queda excessiva de cabelo, busque aconselhamento com um dermatologista. Cada tratamento é diferente e deve ser feito sob a supervisão de um profissional.

O que achou do artigo? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e beleza aqui no Vivo Mais Saudável.

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queda de cabelo
calvície feminina
herança genética
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