Clínica Geral

25/03/2015 01:45 - Atualizado em 07/12/2016 07:54

Álcool em gel nem sempre é tão eficaz: Saiba como usar

O álcool em gel pode combater doenças infecciosas, mas o uso deve ser moderado.

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Redação

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O álcool em gel é muito usado nas épocas em que as temperaturas estão mais baixas ou quando ocorrem epidemia de gripe, pois ele age diretamente contra o vírus. O produto também é bactericida e fungicida, eliminando todas as bactérias e fungos que possam causar doenças.

Porém, apesar de prevenir o contágio da gripe e de outras infecções, nem sempre o gel é desenvolvido com a composição correta, tornando-se ineficaz. Além disso, quando usado de forma excessiva, pode causar o ressecamento e a irritação da pele.

alcool em gel

Efeitos do álcool em gel

O álcool em gel foi desenvolvido inicialmente para ser utilizado pelos profissionais da saúde, principalmente em hospitais, para que as infecções hospitalares fossem diminuídas. O produto fez sucesso e começou a ser comercializado para a população geral, com o objetivo de proteger contra gripes e outras doenças infecciosas.

É indicado para a antissepsia das mãos, prevenindo contra vírus e bactérias, sem a necessidade de usar água e sabão. Recentemente, com a pandemia da gripe suína provocada pelo vírus H1N1, o produto começou a ser recomendado oficialmente como fator de prevenção contra a doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Quando entra em contato com a pele, o álcool em gel é capaz de eliminar até 99,9% dos vírus e bactérias. O uso é indicado para ocasiões em que a pessoa esteja exposta a fatores de risco de contaminação, como andar de transporte público ou ficar em lugares aglomerados sem ventilação.

Riscos do álcool em gel

É comprovado que o álcool em gel ajuda a proteger a saúde, desde que produzido com a composição adequada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pelo controle do produto, avaliando-o em testes laboratoriais. O registro pela Anvisa garante que a fórmula é adequada para o fim a que se destina.

Para que o produto faça efeito e realize a antissepsia das mãos corretamente, ele precisa ter a concentração de álcool a 70%. Em março de 2015, a Anvisa interditou algumas marcas, pois o laudo das análises revelou resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem primária e no teor de álcool etílico dos produtos.

A composição inadequada do álcool em gel faz com que ele não haja como deveria. Mas, além disso, mesmo com a concentração de álcool correta, o produto pode trazer alguns riscos para os usuários. Como antisséptico ele funciona, mas, por ser um poderoso solvente, o álcool pode acabar removendo os lipídios naturais que hidratam e protegem a pele.

O uso frequente do produto é capaz de eliminar a camada de gordura que protege e mantém a hidratação da pele, provocando ressecamento profundo, rachaduras, vermelhidão e até dermatites mais graves.

Recentemente, foi desenvolvida uma novidade que pode reverter essa situação: o álcool em creme. Além de conter os 70% de álcool, o novo produto também possui hidratante na sua composição. Com isso, é possível evitar o ressecamento e conquistar proteção e hidratação ao mesmo tempo.

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