Ju Dominguez

ESPECIALIDADE

Instrutora de Yoga

ONDE ATENDE

Espaço Nirvana, Blyss Yoga, Centro de Movimento Deborah Colker - Rio de Janeiro

Ju Dominguez

Apresentação

Instrutora de Vinyasa Yoga, em sua prática pessoal já passou pelos métodos de Hatha, Ashtanga, Vinyasa e Rocket Yoga. Graduada com professores nacionais e internacionais e embaixadora da Yogachic no Rio de Janeiro, incentiva a fluidez e a pesquisa de movimento através da respiração e da criatividade.

O que Trata

Frisa a importância de manter o estudo constante dos fundamentos do Yoga e faz questão de que suas aulas sejam encaradas com seriedade, leveza e muita alegria, sempre.

Formação Acadêmica

Graduada em Hatha Yoga pelo Svadhyaya e em vinyasa yoga com David Lurey e Mirjam Wagner. 

Cargos e Títulos

Certificada pela Aliança do Yoga; mais de 10 anos de prática em balé clássico e contemporâneo e em dança aérea circense; técnicas de Movimento com Ido Portal e Odelia Goldschmidt; acrobacia solo com Alfredo Bermúdez; vinyasa e rocket yoga com equipe All Yoga Brasil; iniciação à meditação com Didi Jaya no Ananda Marga Rio.

Clínica Geral

15/10/2015 06:00 - Atualizado em 02/12/2016 09:58

Aiaiai... a dor está de matar! Saiba como as lesões podem ser comuns na yoga

Mais comum do que se imagina, as lesões são sinais de que algo não está bem com seu corpo. Ju Dominguez explica como lidar com o machucado.

POR

Ju Dominguez

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Duas hérnias na cervical. Comprometimentos no braço esquerdo. Retificação de coluna. Hiperextensão de cotovelo. No quadril (esse é campeão): tendinite, pequenos cistos benignos e uma lesão labral. Artrose e calcificações nos dedos dos pés. Quando me encomendaram um artigo sobre lesões, pensei “putz, pediram à pessoa certa”.

 

Como se lesionar todo: um tutorial 

Antes de começar, preciso dizer que essa foi minha experiência pessoal, e nada disso é verdade absoluta, mas pode fazer sentido para muita gente. Começamos, então.

Até pouco tempo, todas as minhas atividades físicas envolviam competição: entre colegas ou pior, comigo mesma. A competição foi fator determinante para que muitas das minhas lesões aparecessem porque ela tirava a perspectiva dos meus limites. Não descansei nem quando enchi uma caixa com medalhas. Essa atitude me levou, aos 19 mais ou menos, a um período de overtraining (não recomendo a emoção). Ainda que eu não me lembre de nenhuma lesão física séria nessa época, a repetição de padrões nocivos fez com que elas aparecessem com os anos, invariavelmente.


Onde vivem, do que se alimentam, como se reproduzem as lesões?

A lesões, essas danadas, aparecem para nos alertar que algo não está indo bem. Uma lesão não chega no seu corpo porque Mercúrio está retrógrado. Elas se alimentam da nossa falta de conhecimento (ou aceitação) com nossos limites. E a culpa não é das estrelas – é nossa mesmo. 

Nos machucamos quando perdemos o propósito do que estamos fazendo quando paramos de ouvir nosso corpo.

Ou até ouvimos, mas preferimos ignorar a dor e dar só mais aquela puxadinha extra para perna ir para trás da cabeça e pimba: chega a lesão, essa sábia camarada que põe a mão no seu ombro e diz: "amigo, apenas pare".


Yoga não tem competição 

#sqn. Pelo menos não deveria. A verdade é que passei anos competindo até na Yoga, e hoje, como professora, ainda vejo isso acontecer com muitos alunos. Padrões de comportamento são difíceis de mudar mesmo. Achava que se não fizesse todas as posturas, minha prática não estava completa. Isso não tem nada a ver com Yoga, mas como era isso que eu estava procurando foi exatamente isso que eu achei. E foi aí que me lasquei.

Em tempo, vejam bem: não é problema ter um corpo capaz de fazer posturas extremas. O problema é quando você precisa dessas posturas. Mesmo um corpo forte e flexível tem dias de cansaço, de doença, ou simplesmente não acorda disposto a tudo. Quando não ouvimos esses recados e achamos que nosso pé tem que ir para trás da cabeça todo santo dia, é aí que o bicho pega. 

 

Amigo, melhore!

Foi preciso me machucar sério para entender que não é por aí. Foram lesões que me tiraram muito, mas me trouxeram algo valioso: autoconhecimento. Graças a ele, comemoro (quase) todos os dias que não sinto mais dor. Como diz meu amigo Mahavir, lesões são verdadeiros mestres se você souber ouvi-las. Não use sua prática para se frustrar. Não é que você tenha que se acomodar e não evoluir na sua atividade, mas nossos limites existem para serem observados, respeitados. Eu aprendi a usar minha boa consciência corporal a meu favor: para me ouvir e praticar o que me engrandece, e não o que me arrebenta. Não importa o que os outros estejam fazendo em volta, você é o único responsável por seu bem-estar. Gentileza, sempre.

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lesões na yoga
como tratar a dor
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