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10/07/2014 10:02 - Atualizado em 22/07/2014 19:05

Etapa 11: Imunoterapia


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A.D.A.M.

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Imunoterapia é como uma vacinação contra suas alergias. Injeções de vacina servem para evitar infecções; injeções de imunoterapia servem para evitar alergias. Entretanto, as duas funcionam de modo oposto. As vacinações preparam o sistema imunológico para ajudar o corpo a reagir com rapidez caso a doença seja encontrada novamente, enquanto a imunoterapia retarda a reação contra alérgenos.

A longo prazo, injeções contra alergias podem minimizar a necessidade de anti-histamínicos ou de outros medicamentos contra alergia. A imunoterapia aumenta sua tolerância a alérgenos específicos, de forma que seu corpo não irá reagir exageradamente a eles.

As injeções de imunoterapia são utilizadas para a maior parte dos alérgenos suspensos no ar, incluindo polens de árvores, gramíneas e ervas, esporos de bolor, ácaros e alérgenos de animais. Injeções de imunoterapia também podem ser utilizadas para evitar reações graves causadas por picadas de abelhas, vespas, marimbondos ou formigas-de-fogo.

Como funciona?

Seu alergista confirmará antes a quê você é alérgico através de um teste. Depois, o alergista irá injetar pequenas quantidades de alérgenos durante o período de muitos meses, periodicamente aumentando a quantidade dos alérgenos injetados. Após receber cada injeção, você precisará permanecer no consultório por 20 a 30 minutos para ver se você reage de maneira adversa. Além disso, seu alergista irá lhe perguntar como você se sentiu após receber a injeção anterior.

O calendário com as datas das injeções dependerá do paciente. Geralmente, 1 a 2 injeções são dadas semanalmente no começo, durante a fase de "acúmulo". Eventualmente, elas se tornam mais esparsas, sendo injeções mensais. Para algumas pessoas, poderão ser necessários até 12 meses para se alcançar a dose de manutenção, dependendo de como toleram a fase de acúmulo.

Tratamento de imunoterapia pode durar de 3 a 5 anos, porém você poderá começar a sentir-se aliviado de alguns sintomas a partir de 6 a 12 meses do início da terapia. Após interromper a imunoterapia, os benefícios podem durar por mais de 3 anos.

Se você está pensando em fazer uma imunoterapia e ainda não visitou um alergista, solicite antes ao seu clínico geral uma indicação.

"Todos na minha família têm alergias, então íamos tomar nossas injeções todos juntos. Era como um passeio familiar; saíamos para tomar as injeções, e então íamos comer pizza."

-- Sharon, 29 anos

Quem pode se beneficiar?

Com o conselho de seu alergista, você poderá decidir se a imunoterapia é a opção certa para você. Os benefícios da imunoterapia valem o compromisso, os riscos e os custos envolvidos? Considere fazer uma imunoterapia se:

  • Você não gosta dos efeitos colaterais de medicamentos contra alergia.
  • Os medicamentos contra alergia não têm sido eficientes.
  • Você precisa de múltiplos medicamentos contra alergias.
  • Você não consegue evitar o alérgeno em sua rotina.
  • Você tem sintomas alérgicos durante o ano todo.
  • Os sintomas de alergia interferem diretamente em sua rotina diária (ex.: falta de sono, incapacidade de ir ao trabalho ou escola).

A imunoterapia provou-se eficiente em reduzir os sintomas de:

  • Rinite alérgica
  • Conjuntivite alérgica
  • Asma alérgica
  • Alergia a picadas de insetos

A imunoterapia também poderá evitar o desenvolvimento de asma em crianças que têm rinite alérgica.

Riscos envolvidos com a imunoterapia

Uma vez que a imunoterapia envolve a injeção de algo a que você é alérgico, há um pequeno risco de anafilaxia para algumas pessoas. A imunoterapia deverá ser feita em ambiente médico adequado, onde epinefrina e outros tratamentos de emergência contra alergia estejam facilmente acessíveis - isso minimiza o risco de um choque anafilático.

Você não deverá passar por imunoterapia se você está tomando medicamentos betabloqueadores. Os betabloqueadores neutralizam os efeitos da epinefrina utilizados para tratamento de emergência de choque anafilático.

Você não deverá fazer imunoterapia se você tiver:

  • Certos distúrbios pulmonares crônicos
  • Asma não controlada
  • Histórico de ataque cardíaco recente ou outros problemas cardíacos atuais
  • Hipertensão não controlada
  • Falência dos rins ou de outro órgão importante
  • Imunodeficiência: quando seu sistema imunológico não funciona corretamente para lhe proteger contra infecções

Imunoterapia durante a gravidez

Certifique-se de informar seu alergista de que você está grávida. Não é recomendável começar a tomar injeções de imunoterapia pela primeira vez enquanto estiver grávida. Se você ficar grávida após o início do tratamento, você poderá continuar se:

  • Você descobrir que a imunoterapia reduz seus sintomas de alergia.
  • Você não for propensa a reações após as injeções.
  • Você mantiver a mesma dose durante toda a gravidez.

Você provavelmente poderá continuar com a imunoterapia durante a amamentação.

Referência

Allergen immunotherapy: A practice parameter, Second Update. J Allergy Clin Immunol. Setembro 2007; 120(3).

Brozek JL, Bousquet J, Baena-Cagnani CE, et al. Diretrizes de rinite alérgica e seu impacto sobre a asma (ARIA): Revisão de 2010. J Allergy Clinical Immunology. Set 2010:126(3);466-76.

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