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10/07/2014 10:02 - Atualizado em 22/07/2014 19:05

Estrabismo


POR

A.D.A.M.

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Definição

O estrabismo é uma doença na qual os dois olhos não se alinham na mesma direção e, por isso, não fixam o olhar no mesmo objeto ao mesmo tempo. Esse problema é mais conhecido como "vesgueira".

Nomes alternativos

Vesgueira; esotropia; exotropia; hipotropia; hipertropia; vesgo; estrabismo divergente; exotropia; desalinhamento dos olhos; estrabismo concomitante; estrabismo não concomitante

Causas, incidência e fatores de risco

Há seis músculos diferentes ao redor dos olhos que trabalham "em equipe" para que os dois olhos possam focar o mesmo objeto.

Na pessoa com estrabismo, esses músculos não trabalham juntos. Como resultado, um olho enxerga um objeto, enquanto o outro olho se volta para outra direção e se concentra em outro objeto.

Quando isso ocorre, duas imagens diferentes são enviadas ao cérebro, uma de cada olho. Isso confunde o cérebro, que pode aprender a ignorar a imagem do olho mais fraco.

Se o estrabismo não for tratado, o olho ignorado pelo cérebro nunca verá bem. Essa perda de visão é chamada de ambliopia. Outro nome para a ambliopia é "olho preguiçoso". Algumas vezes, a ambliopia ocorre primeiro, causando o estrabismo.

Na maioria das crianças com estrabismo, a causa é desconhecida. Em mais da metade desses casos, o problema está presente no nascimento ou logo depois (estrabismo congênito).

Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao controle, e não à força muscular.

Com menos frequência, problemas em um dos nervos ou músculos ou a doença de Graves podem causar estrabismo.

Outros distúrbios associados ao estrabismo incluem:

  • Problemas cerebrais ou neurológicos, como lesão cerebral traumática, derrame, paralisia cerebral ou síndrome de Guillain-Barré
  • Diabetes (causa uma doença conhecida como estrabismo paralítico adquirido)
  • Lesão na retina em bebês prematuros
  • Hemangioma próximo ao olho durante a infância
  • Lesões nos olhos
  • Tumor cerebral ou ocular
  • Perda de visão causada por alguma doença ou lesão

O histórico familiar de estrabismo é um fator de risco. A hipermetropia pode ser um fator de contribuição, especialmente em crianças. Alguma outra doença que cause perda de visão também pode provocar estrabismo.

Sintomas

Os sintomas do estrabismo podem estar sempre presentes ou somente quando a pessoa está cansada ou doente.

Os olhos não se movem juntos e podem parecer cruzados às vezes.

Um dos olhos parecerá que está virado para fora, para cima ou para baixo em relação ao local para onde o outro olho estiver focado.

A pessoa com estrabismo também pode ter:

  • Perda de percepção de profundidade
  • Visão dupla
  • Perda de visão

Sinais e exames

Um exame físico incluirá o exame detalhado dos olhos. Serão feitos testes para determinar qual o grau de desalinhamento dos olhos.

Os testes oculares incluem:

  • Reflexo da luz na córnea
  • Teste de cobrir/descobrir
  • Exame da retina
  • Exame oftalmológico padrão
  • Acuidade visual

Também será realizado um exame do cérebro e do sistema nervoso (neurológico).

Tratamento

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo é a prescrição de óculos, se necessário.

A ambliopia, ou olho preguiçoso, deve ser tratada primeiro. Coloca-se um tampão no melhor olho. Isso força o olho mais fraco a trabalhar mais.

Seu filho pode não gostar de usar o tampão ou os óculos. O tampão força a criança a enxergar com o olho mais fraco primeiro. No entanto, é muito importante usar o tampão e os óculos conforme indicado.

Se os olhos ainda assim não se moverem corretamente, pode ser necessária uma cirurgia nos músculos oculares. Diferentes músculos do olho serão fortalecidos ou enfraquecidos.

A cirurgia nos músculos oculares não resolve o problema de visão do olho preguiçoso. A criança pode precisar usar óculos após a cirurgia. No geral, quanto mais nova é a criança quando a cirurgia é realizada, melhor o resultado.

Os adultos com estrabismo leve que vai e volta podem ter bons resultados com óculos e exercícios para os músculos oculares a fim de ajudar a manter o foco dos olhos. Formas mais graves de estrabismo em adultos exigirão cirurgia para alinhar os olhos. Se o estrabismo aconteceu em função de uma perda de visão, essa perda deverá ser corrigida primeiro para que a cirurgia de estrabismo tenha êxito.

Grupos de apoio

Expectativas (prognóstico)

Após a cirurgia, os olhos talvez pareçam alinhados, mas os problemas de visão podem permanecer.

A criança ainda pode ter problemas de leitura na escola e, para os adultos, talvez seja difícil dirigir. A visão pode afetar a capacidade de praticar esportes.

Com diagnóstico e tratamento precoces, o problema normalmente tem chances de ser corrigido. A demora no tratamento pode provocar a perda permanente da visão em um olho. Aproximadamente um terço das crianças com estrabismo desenvolve ambliopia.

Como muitas crianças voltam a desenvolver estrabismo ou ambliopia, elas precisam ser monitoradas de perto.

Ligando para o médico

O estrabismo exige avaliação médica imediata. Marque uma consulta com o médico ou oftalmologista se seu filho:

  • Parecer vesgo
  • Reclamar de visão dupla
  • Tiver dificuldades para enxergar

Observação: Problemas de aprendizado ou problemas na escola podem ser causados pela incapacidade da criança enxergar o quadro-negro ou o material de leitura.

Prevenção

EstrabismoEstrabismo divergente

Referências

Parks MM. Binocular vision. In: Tasman W, Jaeger EA, eds. Duane''s Ophthalmology. 15th ed. Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins; 2009:chap 5.

Goldstein HP, Scott AB. Ocular motility. In: Tasman W, Jaeger EA, eds. Duane''s Ophthalmology. 15th ed. Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins; 2009:chap 23.

Parks MM. Binocular vision adaptations in strabismus. Tasman W, Jaeger EA, eds. Duane''s Ophthalmology. 15th ed. Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins; 2009:chap 8.

Baloh RW. Neuro-ophthalmology. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 450.

Olitsky SE, Hug D, Smith LP. Disorders of eye movement and alignment. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 622.

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