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10/07/2014 10:02 - Atualizado em 22/07/2014 19:05

Epilepsia


POR

A.D.A.M.

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Definição

A epilepsia é um distúrbio cerebral em que a pessoa apresenta repetidas convulsões ao longo do tempo. As convulsões são episódios de perturbação da atividade cerebral que causam alterações na atenção e no comportamento.

Consulte também: Convulsões

Nomes alternativos

Epilepsia do lobo temporal; Distúrbio convulsivo

Causas, incidência e fatores de risco

A epilepsia ocorre quando alterações permanentes no tecido cerebral podem tornar o cérebro muito excitável. O cérebro envia sinais anormais. Isso resulta em convulsões repetidas e imprevisíveis. (Uma única convulsão que não acontece novamente não é epilepsia.)

A epilepsia pode ocorrer devido a uma doença ou lesão que afeta o cérebro ou a causa pode ser desconhecida (idiopática).

As causas comuns da epilepsia são:

  • Derrame ou ataque isquêmico transitório (AIT)
  • Demência, como a doença de Alzheimer
  • Lesão cerebral traumática
  • Infecções, incluindo abscesso cerebral, meningite, encefalite e AIDS
  • Problemas cerebrais presentes no nascimento (defeitos cerebrais congênitos)
  • Lesões que ocorrem durante ou próximas ao nascimento
  • Doenças metabólicas que as crianças podem ter desde o nascimento (como fenilcetonúria)
  • Tumor cerebral
  • Vasos sanguíneos anormais no cérebro
  • Outras doenças que causam dano ou destroem o tecido cerebral

As convulsões da epilepsia geralmente começam entre 5 e 20 anos, mas podem acontecer em qualquer idade. Pode haver histórico familiar de convulsões ou epilepsia.

Sintomas

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Algumas pessoas podem simplesmente ter ataques de ausência, enquanto outras se sacodem violentamente ou perdem o estado de alerta. O tipo de convulsão depende da parte do cérebro afetada e a causa da epilepsia.

Na maior parte do tempo, a convulsão é semelhante à anterior. Algumas pessoas com epilepsia apresentam sensação estranha (como formigamento, sentir um cheiro que na verdade não está presente ou alterações emocionais) antes de cada convulsão. Isso se chama aura.

Para obter uma descrição detalhada dos sintomas associados a um tipo específico de convulsão, consulte:

  • Ataque de ausência (petit mal)
  • Convulsão tônico-clônica generalizada (grand mal)
  • Convulsão parcial (focal)

Sinais e testes

O médico realizará um exame físico, que incluirá uma observação detalhada do cérebro e do sistema nervoso.

Um EEG (eletroencefalograma) será realizado para verificar a atividade elétrica no cérebro. As pessoas com epilepsia muitas vezes têm uma atividade elétrica anormal que pode ser vista neste exame. Em alguns casos, o exame pode mostrar a área do cérebro onde as convulsões começam. O cérebro pode parecer normal após uma convulsão ou entre elas.

Para diagnosticar a epilepsia ou se preparar para uma cirurgia:

  • Pode ser necessário usar um gravador de EEG durante dias ou semanas enquanto realiza suas atividades diárias.
  • Pode ser necessária a internação em um hospital especial onde a atividade cerebral pode ser observada em câmeras de vídeo. Isso é chamado de vídeo-EEG.

Possíveis testes incluem:

  • Perfil metabólico
  • Glicemia
  • Hemograma completo
  • Exames de função renal
  • Exames de função hepática
  • Punção lombar
  • Exames para detecção de doenças infecciosas

Uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética da cabeça geralmente são feitas para encontrar a causa e o local do problema no cérebro.

Tratamento

O tratamento para a epilepsia pode envolver cirurgia ou medicação.

Se as convulsões da epilepsia ocorrerem devido a um tumor, vasos sanguíneos anormais ou sangramento no cérebro, a cirurgia para tratar esses distúrbios poderá fazer com que as convulsões desapareçam.

Os medicamentos para prevenir as convulsões, chamados de anticonvulsivos, podem reduzir a quantidade de convulsões futuras.

  • Esses medicamentos são orais. O tipo receitado depende do tipo de convulsão apresentada.
  • A dosagem pode precisar ser alterada de tempos em tempos. Você talvez necessite fazer exames de sangue regularmente para verificar efeitos colaterais.
  • Sempre tome as medicações no horário e conforme indicado. A perda de uma dose pode causar convulsões. Nunca suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico primeiro.
  • Muitos medicamentos anticonvulsivos provocam defeitos de nascimento. As mulheres que desejam engravidar devem avisar o médico com antecedência para ajustar a medicação.

A epilepsia que não melhora depois de experimentar duas ou três drogas anticonvulsivas é chamada de "epilepsia refratária a medicamentos".

  • A cirurgia para remover as células anormais do cérebro que provocam as convulsões pode beneficiar alguns pacientes.
  • A cirurgia para colocar um estimulador do nervo vagal (ENV) pode ser recomendada. Trata-se de um dispositivo semelhante ao marca-passo do coração. Ele pode reduzir o número de convulsões.

Às vezes, as crianças fazem uma dieta especial para ajudar a prevenir as convulsões. A mais popular delas é a dieta cetogênica. Uma dieta de poucos carboidratos, como a dieta de Atkins, também pode ser útil em alguns adultos.

O estilo de vida ou as alterações médicas podem aumentar o risco de convulsão em uma pessoa com epilepsia. Converse com seu médico sobre:

  • Novos medicamentos com receita, vitaminas ou suplementos
  • Estresse emocional
  • Doenças, principalmente infecções
  • Falta de sono
  • Gravidez
  • Saltar doses dos medicamentos para a epilepsia
  • Uso de álcool ou outras drogas recreativas

Outras considerações:

  • As pessoas com epilepsia devem usar alguma identificação de alerta médico para que possam receber atendimento médico rápido se tiverem uma convulsão.
  • As pessoas com epilepsia mal controlada não devem dirigir. Cada país tem uma lei diferente que determina quais pessoas com histórico de convulsões têm autorização para dirigir.
  • Também evite atividades nas quais a perda de consciência possa ser muito perigosa, como subir em lugares altos, andar de bicicleta e nadar sozinho.

Consulte também: Convulsões - primeiros socorros.

Grupos de apoio

O estresse causado pelo fato de ter epilepsia (ou ser o cuidador de alguém com epilepsia) muitas vezes pode ser minimizado com a participação em um grupo de apoio. Nesses grupos, os membros compartilham experiências e problemas em comum.

Consulte: Epilepsia - grupo de apoio

Expectativas (prognóstico)

Algumas pessoas com epilepsia podem conseguir reduzir ou interromper completamente os medicamentos anticonvulsivos depois de não ter convulsões durante anos. Certos tipos de epilepsia infantil desaparecem ou melhoram com a idade - geralmente no final da adolescência ou depois dos 20 anos.

Para muitas pessoas, a epilepsia é uma doença para a vida toda. Nesses casos, as drogas anticonvulsivas necessitam ser continuadas. Há um risco muito baixo de morte súbita com epilepsia. Entretanto, poderão ocorrer lesões graves se a pessoa tiver uma convulsão ao dirigir ou operar equipamentos.

Complicações

  • Dificuldade de aprendizado
  • Inalação de comida ou saliva para os pulmões durante uma convulsão, que pode levar à pneumonia por aspiração
  • Lesões por quedas, golpes ou mordidas causados a si mesmo ou ao dirigir ou operar máquinas durante a convulsão
  • Danos cerebrais permanentes (derrame ou outros danos)
  • Efeitos colaterais de medicamentos

Ligando para o médico

Ligue para o número de emergência local (como o 192) se:

  • Essa for a primeira vez que a pessoa teve uma convulsão
  • A convulsão estiver ocorrendo em alguém com um bracelete de identificação médica (com instruções explicando o que fazer).

No caso de alguém que tenha tido convulsões antes, ligue para 192 em qualquer uma dessas situações:

  • Se for uma convulsão mais longa do que as que a pessoa tem normalmente ou se for um número incomum de convulsões para essa pessoa
  • Se houver repetidas convulsões em poucos minutos
  • Se houver repetidas convulsões e a pessoa não recuperar a consciência ou o comportamento normal depois delas (estado epilético)

Ligue para seu médico se aparecer qualquer sintoma novo, incluindo possíveis efeitos colaterais dos medicamentos (sonolência, inquietação, confusão, sedação ou outros), náuseas ou vômitos, erupções, queda de cabelo, tremores ou movimentos anormais ou problemas de coordenação.

Prevenção

De modo geral, não há forma de prevenir a epilepsia. Porém, ter uma dieta e sono adequados e permanecer longe do álcool e das drogas ilícitas pode diminuir a probabilidade de disparar convulsões em pessoas com epilepsia.

Reduza o risco de lesões na cabeça usando capacetes durante atividades arriscadas; isso pode ajudar a diminuir a probabilidade de desenvolver epilepsia.

As pessoas com epilepsia não controlada não devem dirigir. Cada país tem uma lei diferente que determina se as pessoas com um histórico de convulsões têm autorização para dirigir. Se você tiver convulsões não controladas, também deverá evitar atividades nas quais a perda de consciência pode ser muito perigosa, como subir em lugares altos, andar de bicicleta e nadar sozinho.

Estruturas cerebraisSistema límbicoTratamento da epilepsiaSistema nervoso central

Referências

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