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10/07/2014 10:02 - Atualizado em 22/07/2014 19:05

Depressão pós-parto


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A.D.A.M.

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A depressão pós-parto é uma forma de depressão que a mãe vivencia após o nascimento do seu filho. É uma mistura complexa de alterações físicas, emocionais e comportamentais que pode ser dividida em três categorias: melancolia pós-parto, depressão pós-parto e psicose pós-parto.

O que é isso?

Ter um bebê pode ser animador e desgastante ao mesmo tempo. Durante as primeiras semanas após dar a luz, você poderá sentir-se cansada e com um pouco de dor conforme o seu corpo de recupera. Se você é como a maior parte das mulheres, também poderá passar por uma "tristeza da maternidade" (tristeza pós-parto), uma forma bastante leve de depressão. Ela começa entre três e seis dias após o nascimento e pode durar de duas a seis semanas. Especialistas acreditam que essas sensações são causadas por alterações hormonais (especialmente, por níveis baixos de estrogênio ou anormalidades na tireoide), fadiga e falta de horas de sono. Os sintomas podem incluir sentir-se sobrecarregada, confusa e nervosa. A mulher que sofre dessa "tristeza" vai chorar com frequência e por bastante tempo. Pacientes descrevem sentirem-se magoadas com facilidade, facilmente irritáveis pelos menores incidentes e, o pior de todos, uma falta de sentimentos pelo bebê. Mais da metade de todas as mães passam pela tristeza pós-parto.

Depressão pós-parto (DPP), uma condição mais séria e sentida por 1 em cada 10 mulheres. Geralmente, começa cerca de duas semanas após o nascimento, porém, às vezes, pode não aparecer até três a seis meses após o nascimento. Pode durar por alguns meses e, se não for tratada, alguns anos. Se você já sofreu de depressão pós-parto, tem 50% de chance de sofrer novamente. Mulheres que tiveram complicações sérias durante a gravidez têm o dobro de chances de ter em comparação com mulheres que tiveram uma gravidez relativamente fácil. Existe um risco de 15% a 25% de DPP em mulheres com um histórico anterior de depressão.

Os sintomas da DPP são: sentimentos de inadequação; incapacidade de enfrentar as coisas; concentração ou memória reduzidas; desânimo ou desespero, pensamentos de suicídio, falta de sentimentos pelo bebê, ou o excesso de preocupação com a saúde do bebê; culpa, ataques de pânico, sentir-se "fora de controle" ou como se estivesse "enlouquecendo"; dores de cabeça, dores no peito, palpitações cardíacas; ou hiperventilação. Outros fatores que podem contribuir para a depressão pós-parto incluem: ter outra criança em casa; dar à luz gêmeos; ambivalência sobre estar grávida; e ter um histórico anterior de depressão.

A psicose pós-parto é uma ocorrência relativamente rara (1 em cada 1000 nascimentos), e o surgimento acontece, normalmente, dentro dos primeiros três meses do período pós-parto e tende a ser grave e rápido. Os sintomas incluem: falta de apetite, hiperatividade, confusão, fadiga, oscilações de humor, perda de memória e delírios ou alucinações tanto auditivas e visuais. Essas mulheres são arrebatadas por uma sensação opressora de vergonha ou falta de esperança.

Como posso saber se tenho o problema?

Os sintomas da tristeza da maternidade incluem chorar facilmente, insônia, oscilações de humor, dificuldade de concentração, fadiga e perda de interesse no sexo. Enquanto alguns desses sintomas são parecidos aos da depressão pós-parto, lembre-se de que a tristeza da maternidade é mais leve e dura menos. Entre em contato com o seu médico se você tiver qualquer dúvida.

A depressão pós-parto pode vir em duas formas: grave e leve. A depressão grave é diagnosticada quando cinco ou mais dentre os sintomas listados abaixo se manifestam por um período mínimo de duas semanas. A depressão leve é diagnosticada quando de dois a quatro dentre os sintomas listados abaixo se manifestam por um período mínimo de duas semanas. Em ambos os casos, ao menos um dos sintomas deverá incluir estar deprimida durante a maior parte do dia ou ter uma diminuição do interesse nas atividades em quase todos os dias. Entre em contato com o seu médico se estiver sofrendo com qualquer um destes sintomas:

  • sentimento de depressão durante a maior parte do dia,
  • perda notável de interesse ou prazer nas atividades em quase todos os dias,
  • perda ou ganho notável de peso,
  • perda ou aumento de apetite,
  • insônia ou sonolência,
  • fadiga,
  • agitação ou apatia,
  • culpa,
  • sentir-se sem valor,
  • incapacidade de concentração,
  • dores de cabeça,
  • ataques de pânico,
  • falta de sentimentos pelo bebê,
  • pensamentos de machucar o bebê ou
  • pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Como posso tratar?

Existem muitas coisas que você pode fazer por conta própria para aliviar a tristeza ou depressão pós-parto. A coisa mais importante a se fazer é baixar a guarda e permitir-se algum tempo para se ajustar à sua nova vida. Aqui, estão outras dicas:

  • peça ajuda com as suas tarefas diárias,
  • visite sempre amigos e familiares caso esteja se sentindo sobrecarregada,
  • descanse o máximo que puder,
  • saia de casa sempre que tiver uma chance,
  • encontre-se com outras mães de primeira viagem,
  • passe um pouco de tempo sozinha,
  • reserve algum tempo para fazer exercícios aeróbicos, como caminhada.

É importante entender que depressão não é uma simples atitude - você não consegue "parar com a depressão". A depressão se desenvolve quando alterações químicas no modo no qual o seu cérebro funciona começam a afetar como você se sente. Isso é um problema de saúde, e você deverá entrar em contato com o seu médico e descobrir como conseguir ajuda.

Muitas mulheres se beneficiam por meio de grupos de apoio ou psicoterapia e trabalhando junto a um conselheiro qualificado. A terapia em grupo com outras mães em situações similares pode ser bastante proveitosa, pois vai lhe conectar com outras mulheres que também estão passando por essa impressionante transição para a maternidade.

Medicamentos também podem ser muito úteis. É considerado que as alterações hormonais causam a depressão pós-parto, e os tratamentos são voltados para a correção desses desequilíbrios hormonais, ou para tratar as alterações relativas à depressão na química cerebral. Se você está amamentando, o seu médico poderá lhe ajudar a entender quais medicamentos têm menos chance de afetar o seu bebê.

Acima de tudo, não fique sem ajuda. Estudos demonstram que uma depressão sem tratamento tem efeitos a longo prazo sobre as mães e bebês. Ela também sobrecarrega os casamentos e pode até causar depressão nos pais. Se você acha que está com depressão pós-parto, entre em contato com o seu médico o mais rápido possível.

Como posso prevenir?

Infelizmente, a depressão pós-parto não pode ser evitada, porém um planejamento poderá ajudar. Enquanto você está grávida, tente preparar-se mentalmente para as inúmeras mudanças no seu estilo de vida que, em breve, acontecerão. Encontre alguém que vai ajudar com as tarefas domésticas e o bebê durante a sua primeira semana em casa após chegar do hospital; escolha uma creche que lhe ajude a ter intervalos com uma certa constância; e decida antecipadamente o que você precisará ter à mão quando o seu bebê chegar. Tendo trabalhado essas coisas antes de dar à luz vai lhe fornecer um pouco de estabilidade durante uma época bastante imprevisível.

Como tentativas de prevenir a depressão pós-parto, algumas intervenções pré-natais têm sido propostas. O propósito é fornecer uma transição mais suave para a maternidade. Essas intervenções empregam uma variedade de abordagens para evitar esses episódios depressivos. Elas incluem aulas pré-natais para ensinar competências parentais, dependência do auxílio de outras pessoas, incluindo cônjuges, familiares, amigos e vizinhos. As futuras mães são encorajadas a verbalizar os seus medos e ansiedades bem antes da chegada do bebê e a continuar com essas discussões até mesmo após o nascimento. Esse tipo de abordagem educacional com uma atenção específica voltada ao aspecto psicossocial da gravidez é bastante promissor.

Perguntas frequentes

P: Tem sido maravilhoso desde que trouxe o meu bebê para casa há um mês. Essa sensação boa vai acabar e dar lugar à depressão?

R: Muito provavelmente não. Enquanto a tristeza da maternidade chega a ser comum, e algumas mulheres têm depressão pós-parto, você provavelmente está bem longe de tudo isso. Como a maioria dos casos de tristeza começam na primeira semana após dar à luz, e a depressão pós-parto surge após a segunda semana, é seguro dizer que você escapou de ambas essas condições.

E com relação ao pai da criança? Ele também poderá sofrer de depressão pós-parto?

R: Pais novos, especialmente os de primeira viagem, também poderão sentir-se tristes ou ansiosos, especialmente ao se sentirem deixados de lado, quando toda a atenção é, logicamente, dada à mãe e ao bebê. Agora, é um bom momento para vocês conversarem um com o outro sobre o que é se tornar pai e mãe. Tentem passar algum tempo juntos sozinhos, mesmo que seja apenas por uma hora. Muitos pais tentam planejar um encontro à noite regularmente, para que possam estar juntos, sem o bebê. Tenha em mente que os pais também podem se deprimir, e deverão procurar ajuda se eles apresentarem qualquer um dos sintomas da depressão pós-parto.

P: É seguro tomar antidepressivos enquanto amamento?

R: Você deverá conversar com o seu médico ou consultor de lactação. A maior parte dos medicamentos que as mães tomam aparecem no leite materno. Entretanto, existem antidepressivos que você poderá tomar enquanto amamenta. Discuta as opções com o seu médico. Algumas mulheres se beneficiam com a terapia e não precisam tomar medicamentos, enquanto outras, realmente, precisam de tratamento médico. Não fique sem encontrar um tratamento que funcione para você.

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