Terapias

28/10/2014 01:00 - Atualizado em 02/12/2016 12:37

Veja quais são os tipos de vacinas indicados a crianças e adultos

Diferentes tipos de vacinas são responsáveis pela prevenção de doenças ao longo da vida.

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Redação

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Nos últimos séculos, a humanidade progrediu e avanços notórios foram registrados em todas as áreas do saber. No que diz respeito à medicina, a evolução mais significativa consistiu na introdução de diferentes tipos de vacinas para a prevenção de doenças. Há quem considere esse o avanço médico de maior sucesso na história da saúde pública mundial.

Objetivo é fortalecer o sistema imunológico

De maneira geral, as vacinas são constituídas por agentes patógenos (vírus ou bactérias capazes de trazer malefícios) previamente atenuados ou mortos. Ao entrar em contato com o organismo, esses vírus estimulam a criação de anticorpos, desenvolvendo a chamada memória imunológica: a produção antecipada de anticorpos especializados que reconhecerão o invasor, caso a pessoa seja infectada por ele no futuro. Essa medida contribui para que a resposta a uma possível infecção seja rápida e eficaz, protegendo o organismo.

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Vírus mortos ou atenuados diferenciam os dois tipos de vacinas

É possível dividir o método preventivo em dois tipos de vacinas principais: as que incluem vírus vivos, mas atenuados, e as que são formadas apenas por vírus mortos. Para o paciente, a principal diferença está na capacidade de sofrer efeitos colaterais leves, característica encontrada apenas da versão atenuada. Idealmente, todas as vacinas seriam compostas por vírus mortos, mas nem sempre a ciência consegue evoluir na fórmula a ponto de garantir a proteção do organismo com esse tipo de vírus, precisando adotar, então, uma variação atenuada.

Vacinas de vírus vivos atenuados

Significa que a vacina é formada por vírus vivos, mas que causam uma forma muito fraca da doença. Os vírus presentes nessas vacinas se reproduzem cerca de 20 vezes dentro do corpo, enquanto um vírus real se multiplicaria centenas de milhares de vezes. A atenuação em laboratório garante que eles consigam se reproduzir, mas evita o surgimento de doenças graves: normalmente, os efeitos colaterais são bem leves e limitam-se a dores no local da injeção, dor de cabeça e febre baixa.

Vacinas de vírus inativados

Quando as vacinas inativadas são criadas, o vírus ou a bactéria são completamente destruídos utilizando-se um elemento químico. Como os antígenos estão mortos, a força desses tipos de vacinas tende a se desgastar com o tempo, resultando em imunidade com menor duração. Por isso, doses complementares são necessárias para garantir proteção absoluta. Não há risco de efeitos colaterais.

Principais tipos de vacinas são voltados às crianças

As grande maioria das vacinas são pensadas para serem ministradas em crianças, a fim de evitar o surgimento de doenças o quanto antes. Isso não significa, no entanto, que um adulto que não foi vacinado na infância não possa tomar a dose no futuro: pelo contrário, deve. As vacinas podem ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral. No Brasil, as principais são:

- Vacina contra Tuberculose

- Vacina oral contra Poliomielite ou Paralisia Infantil

- Vacina contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Meningite causada por Haemopilhus (Vacina Tetravalente)

- Vacina contra Sarampo, Rubéola e Caxumba (Tríplice Viral)

- Vacina contra Hepatite B

- Vacina contra Febre Amarela

- Vacina contra o Rotavírus

- Vacina contra a Pneumococo conjugada

- Vacina contra a Meningococo conjugada

- Vacina contra a Varicela

- Vacina contra a Influenza (gripe).

Confira: Vacinas que precisamos tomar ao longo da vida

A descoberta da vacina

Apesar do retumbante resultado alcançado pelo método preventino, as primeiras pesquisas foram árduas e exigiram dedicação constante dos especialistas. A origem do conceito e o fundamento teórico por trás da criação das vacinas costuma surpreender quem não conhece a história: a primeira vacina surgiu a partir de experimentos do médico Edward Jenner com uma vaca, em 1796.

Ao notar que funcionários anteriormente afetados pela varíola bovina - uma mutação mais branda da doença que acomete os humano - tornavam-se imunes à varíola “humana”, Jenner resolveu expor um garoto ao vírus bovino para, depois da cura, comprovar sua tese apicando o vírus da varíola comum no garoto por meio de uma injeção.

Como ele esperava, o garoto não adoeceu. Surgia, assim, um dos primeiros tipos de vacina de que se tem notícia. Outra curiosidade: por esse motivo, o termo cunhado para o método preventivo é uma homenagem às vacas, "vaccinia" significa "da vaca" em latim.

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