Terapias

29/09/2014 06:08 - Atualizado em 08/12/2016 12:49

Vareniclina: Conheça efeitos e indicações do medicamento antitabagismo

Apesar dos efeitos colaterais, Vareniclina promete resultados positivos.

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Redação

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É consenso entre médicos e cientistas, além de já ter sido largamente difundido na sociedade: o fumante que deixa o cigarro de lado ganha uma série de benefícios à saúde. Já nas primeiras horas sem tabaco, o indivíduo apresenta melhora nos níveis de pressão sanguínea e nos índices de oxigênio que circulam no organismo.

O aumento da função pulmonar, das percepções do olfato e do paladar também compõem a lista de vantagens de se desistir do tabagismo. O risco de infarto entre os que abandonam o vício do cigarro é 50% menor do que o dos que fumam – em 10 anos, o perigo de infartar equipara-se ao de quem nunca tragou.

De forma geral, os fumantes sabem dos riscos a que estão expostos quando, voluntária ou involuntariamente, mantêm o hábito. O problema, contudo, é extrair o tabaco da rotina, que nem sempre é fácil. Neste contexto, a vareniclina é apresentada como grande solução.

vareniclina

Como funciona a vareniclina?

Medicamento que atua diretamente no sistema nervoso central, a vareniclina comprovadamente reduz a vontade de fumar e os sintomas de abstinência. Estudos realizados antes da aprovação do fármaco pela FDA (Food and Drug Administration, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos) demonstraram que pessoas que fazem uso da droga por 12 semanas têm 4 vezes mais chances de parar de fumar.

O remédio parece ser uma excelente terapia medicamentosa: ao ligar-se parcialmente ao receptor da nicotina, reduz a intensidade do desejo pelo cigarro e diminui os sintomas associados à abstinência. 

Mesmo entre os que extrapolam a etapa de resistir ao tabaco, o medicamento é capaz de suprimir a sensação de prazer propiciada pelo fumo, o que pode ser um avanço na quebra do círculo vicioso desencadeado pelo cigarro.

A administração da vareniclina consiste em introduzir a medicação de forma gradual: primeiro, doses diárias de 0,5 mg, depois um comprimido de 1 mg por dia. A partir desta implementação gradativa, acredita-se que os efeitos colaterais do remédio possam ser minimizados.

Os riscos da vareniclina

Não, o medicamento não se resume apenas em benesses. Entre os efeitos colaterais mais comuns, atribuem-se à pílula sintomas como náusea, dores de cabeça insônia, cansaço, tonturas e boca seca. Reações cutâneas também podem ser experimentadas como efeito da droga.

Em casos de descamação ou bolhas na boca, entretanto, aconselha-se a suspensão do remédio. Pessoas com função renal reduzida, doença cardíaca ou com histórico de doenças psiquiátricas ativas (depressão, esquizofrenia, epilepsia) devem evitar a droga.

Do mesmo modo, episódios de agitação e alteração de humor podem ser notados após a ingestão de vareniclina. Mudanças comportamentais súbitas, isto é, extremas e não típicas da retirada de nicotina, ou desencadeamento de pensamentos suicidas exigem a descontinuação imediata do medicamento.

Como em todo tratamento, a aplicação de vareniclina somente é indicada se feita sob supervisão médica. De maneira geral, o medicamento só é prescrito se o paciente já tentou parar de fumar com a ajuda de outras drogas antidepressivas ou adesivas. Aos menores de 18 anos, o uso da medicação é vetado.

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