Terapias

28/07/2014 04:30 - Atualizado em 03/12/2016 06:07

Terapia comportamental é indicada para uma série de fobias

Uso da terapia comportamental pode ajudar em quadros de depressão e outros distúrbios da mente.

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Redação

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Para quem sofre de problemas psicológicos e busca uma intervenção que tenha objetividade e resultados mensuráveis, uma ótima opção é a terapia comportamental.

Trata-se de um método baseado na filosofia conhecida como behaviorismo - um conjunto de teorias psicológicas que defendem o comportamento como o objeto mais importante de estudo no campo da Psicologia - e na ciência do comportamento.

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Indicações da terapia comportamental

A terapia comportamental surgiu na década de 1950, principalmente através do trabalho do psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner - que estudou o condicionamento operante - e do psiquiatra sul-africano Joseph Wolpe.

Esse tratamento é indicado principalmente para pessoas com condições como depressão (que pode incluir distimia e comportamento suicida), ansiedade (perturbação do pânico, fobias, ansiedade social e generalizada, agorafobia), perturbação obsessiva-compulsiva, problemas conjugais, dificuldades sexuais, luto, problemas no sono, consumos excessivos e perturbações alimentares, entre outros.

Como ocorre a terapia comportamental

O terapeuta comportamental busca sempre descobrir, com o paciente, quais são os eventos de sua vida cotidiana que determinam os seus comportamentos e problemas que o fazem procurar a terapia.

Um quadro como a depressão, por exemplo, é analisado na terapia comportamental como um conjunto de comportamentos, que podem incluir, por exemplo, alterações no sono e apetite, choro excessivo, desesperança, ideação suicida, etc.

Essas situações, por sua vez, são levadas em conta considerando episódios históricos que podem tê-los determinado, além de situações do presente que contribuem para que eles sejam mantidos.

É importante ressaltar, também, que o profissional que conduz a terapia comportamental considera pensamentos e sentimentos como comportamentos, analisados de maneira diferente, é claro, mas nunca desconsiderados.

Sendo assim, o terapeuta busca, antes de buscar qualquer tipo de intervenção direta, um entendimento profundo da história de seu paciente. São levantadas de maneira criteriosa todas as variáveis que possam ter relação com os acontecimentos que causam aflição no cliente.

Somente a partir desse entendimento busca-se uma estratégia eficaz para o alcance do bem-estar da pessoa, combatendo o problema que foi identificado após muita análise.

Processos de aprendizagem

Existem três principais processos de aprendizagem de comportamento utilizados na terapia comportamental.

No condicionamento clássico, usado principalmente para a modificação de comportamentos involuntários, é desencadeada, naturalmente, uma determinada resposta a um estímulo neutro que, normalmente, não a desencadearia. A associação, depois de algumas repetições, faz esse estímulo neutro passar a, por si só, desencadear essa resposta.

Já o condicionamento operante é usado principalmente para modificação de comportamentos voluntários. Nesse tipo de aprendizagem, as consequências de um comportamento influenciam a probabilidade de ele voltar a acontecer.

Desse modo, o comportamento pode ter como consequência a ocorrência de algo agradável ou então a remoção de algo que é desagradável. O reforço vai aumentar a frequência do comportamento, enquanto a punição pode diminuí-lo.

Por fim, existe a modelagem, método usado para a aquisição de novos comportamentos, ou então para modificar comportamentos já existentes. Esse tipo de aprendizagem acontece por meio da observação do comportamento de outras pessoas e das consequências que eles têm para elas.

Se, na observação, o paciente notar que determinada ação resulta em situações positivas para a pessoa, a tendência é que passe a reproduzi-lo. Da mesma forma, caso o comportamento observado seja punido, a tendência é que seja inibido pelo observador.

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