Terapias

06/11/2014 01:12 - Atualizado em 03/12/2016 01:55

Terapia cognitivo-comportamental reinterpreta emoções negativas do paciente

Problemas como o pânico e a irritabilidade podem ser abordados na terapia cognitivo-comportamental.

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Redação

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Se entender aos outros é tarefa árdua, entender a si mesmo é ainda mais complicado. Quem nunca questionou sua posição diante de uma situação complicada? Ou tentou entender o que lhe fez tomar determinada atitude? É para resolver esses dilemas que a psicologia criou a terapia cognitivo- comportamental, que ajuda os pacientes a encontrar as soluções para as dúvidas que os afligem.

Como age a terapia cognitivo-comportamental

Desenvolvida pelo psicólogo Aaron Beck, a terapia cognitivo-comportamental tem uma grande vantagem sobre os demais tipos de tratamento: é rápida. O tempo total da terapia dura cerca de seis meses, período no qual o profissional trabalha para encontrar estratégias que tornem mais fácil a tarefa de lidar com o sofrimento.

terapia-cognitiva-comportamental

O princípio de funcionamento dessa terapia é a reinterpretação dos elementos que causam emoções negativas no paciente. A abordagem do tratamento se baseia na ideia de que as situações não são responsáveis por determinar as emoções e o comportamento das pessoas. O que importa é a interpretação que é dada ao fato em questão.

A terapia cognitivo-comportamental é um método de trabalho objetivo, que busca uma reestruturação rápida e eficaz do pensamento do paciente. A técnica utiliza associações com fatos passados, mas tem como foco o presente. Isso porque, de modo geral, os problemas que incomodam a pessoa e que permitem uma ação mais eficiente são aqueles que acontecem no dia a dia.

Pontos utilizados pela terapia cognitivo-comportamental

A teoria dessa terapia é baseada em cinco pilares principais, que ajudam o terapeuta a compreender a realidade dos acontecimentos e aflições que atingem o paciente. É através do conhecimento desses detalhes que o profissional consegue traçar um plano de ação para que a pessoa se sinta mais à vontade para falar do assunto e mais preparada para lidar com ele.

O primeiro dos pontos a serem conhecidos é o ambiente em que a situação está ocorrendo, pois isso ajuda a entender o quanto o problema pode afetar o paciente. Dificuldades encontradas no âmbito profissional, por exemplo, não atingem tanto a maioria dos pacientes quanto os dilemas sofridos no ambiente familiar, com pais, cônjuges e filhos.

Outra especificidade abordada pela terapia cognitivo-comportamental é a forma como a pessoa se sente com relação ao fato que a incomoda. Isso ajuda a diagnosticar as possíveis doenças que a situação pode desencadear. A sensação de inutilidade, por exemplo, é porta de entrada para casos de depressão.

As emoções sentidas pela pessoas também são analisadas, como irritabilidade, tristeza ou pânico. A terapia cognitivo-comportamental leva em conta também as reações físicas do paciente. Grande parte das pessoas apresenta insônia e suor excessivo. O quinto fator observado é o comportamento da pessoa. As atitudes tomadas diante da situação que a aflige são essenciais para o tratamento.

A terapia só pode ser aplicada por psicólogos e psiquiatras especializados na área, portanto, certifique-se sobre a preparação do profissional que você procurar. Faça uma avaliação do seu caso e descubra se essa modalidade de terapia pode lhe ajudar.

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