Terapias

29/05/2015 04:45 - Atualizado em 10/12/2016 01:22

Respiração holotrópica ajuda na busca por autoconhecimento

A técnica mistura sons, respiração acelerada e expressão artística via desenhos.

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Redação

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A respiração holotrópica é baseada na combinação de inspiração e expiração acelerada, música envolvente e expressão artística por meio de desenhos. Considerado uma mistura de elementos de várias partes do mundo, o processo possibilita o entendimento de diversas etapas da vida.

A técnica foi criada em 1976, por Stanislav e Christina Grof. Utilizada para a ampliação da consciência, o método ajuda a desenvolver maior autoconhecimento e soluções para conflitos internos.

O estado de consciência considerado incomum, alcançado através da respiração holotrópica, retoma pontos fortes da sua vida. Os momentos revividos podem ser baseados em sua história ou em fenômenos transpessoais. O segundo caso é fonte de descoberta de novos sentidos e rumos, sendo aliado na superação de traumas.

respiracao holotropica

Como é feita a respiração holotrópica?

Diferentemente de outras terapias que buscam experiências antigas, a respiração holotrópica permite o conhecimento de memórias antigas, como a vida durante a gestação. Assim como diversas técnicas psíquicas, o método deve ser praticado com a supervisão de psicólogos adeptos ao estudo.

A respiração deve ser profunda e sequencial. Você não deve segurar o ar ou parar por alguns segundos. Assim que o seu pulmão estiver cheio, solte o ar e inspire novamente.

Busque movimentos acelerados, mas tranquilos. Tente ficar com o corpo relaxado para não ocasionar tensão.

Durante a experiência, você terá contato com detalhes marcantes de sua vida. A partir dessa oportunidade, a busca do entendimento de cada fase é essencial.

Após o fim da técnica de respiração holotrópica, os participantes são convidados a desenhar e pintar mandalas.

A troca de vivências é essencial para a descoberta de objetivos. Ao finalizar o método, converse com os seus colegas e perceba o que você descobriu.

Respiração holotrópica e a música

Durante o uso da técnica, Grof indica o uso de três horas de melodias. Confira quais são as músicas que se adequam em cada período.

Os sons da primeira hora garantem relaxamento corporal e estruturam a respiração. As músicas envolvem batidas eletrônicas e tribais.

O segundo período é reservado para a libertação de emoções. As músicas escolhidas devem contar com grande apelo emotivo. Podem ser trilhas instrumentais de filmes, ou de artistas new age.

A parte final é baseada no aproveitamento com a experiência. Nas últimas etapas, sons da natureza devem ser utilizados.

Para não interferir no método, as faixas não devem ter pausa entre elas. Elas devem ser mixadas numa sequência única. Recomenda-se, também, usar canções em línguas desconhecidas, ou com palavras difíceis de entender. Assim, os praticantes não se dispersam.

Para quem é contraindicada?

A técnica é contraindicada para pessoas com doenças vasculares e cardiovasculares, hipertensão severa, glaucoma, diabetes, doenças contagiosas agudas, doenças mentais complicadas, epilepsia e gravidez. Quem passou por cirurgias recentemente também deve evitar o método. Por envolver emoções fortes, a respiração holotrópica pode ser prejudicial, nesses casos.

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relaxamento
emoções
experiência de vida
técnicas de respiração

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