Terapias

11/10/2014 10:53 - Atualizado em 29/05/2017 03:20

Oncogenética mapeia risco de câncer no indivíduo

Chances de sucesso de diversos tratamentos são elevadas com o advento da oncogenética.

POR

Redação

  • +A
  • -A

A palavra pode não parecer muito familiar para você, mas certamente o seu significado é bastante conhecido. A oncogenética é um procedimento que une oncologia – especialidade médica que estuda o câncer – aos estudos da herança genética. O resultado é uma ferramenta que permite diagnosticar as chances de desenvolvimento de tumores antes de eles efetivamente surgirem.

oncogenetica

Os diagnósticos recebidos através da oncogenética ganharam fama mundial com o caso da atriz Angelina Jolie, que retirou os seios ao detectar uma propensão de 87% para o desenvolvimento do câncer de mama.

A técnica teve sua importância confirmada em uma pesquisa recente da Universidade de Cambridge, que comprova que pelo menos 74 marcadores genéticos determinam o risco de câncer nas mamas, na próstata e nos ovários

Como funciona a oncogenética

Os serviços oncogenéticos são procurados por pessoas que já tiveram casos de câncer na família com parentes de primeiro, segundo ou terceiro grau. Quem já teve câncer no passado também costuma se submeter aos procedimentos. A procura pode ocorrer de forma espontânea, mas geralmente é indicada pelo médico que acompanha o paciente.

É importante ressaltar que a oncogenética se baseia em um processo de análises e não apenas em um exame. Antes da primeira consulta é importante que o paciente faça um levantamento sobre o histórico de saúde familiar, tanto das origens paternas quanto maternas. Conhecer os casos de tumores, malignos ou benignos, que já existiram na família pode dar sinais de alguma predisposição genética.

Das informações fundamentais que o paciente deve reunir para levar ao oncogeneticista, a mais importante delas é o número de incidências tumorais na família. A partir disso, deve-se levantar detalhes, como a idade que os antepassados tinham ao diagnosticarem o câncer, os locais do corpo onde os tumores se desenvolveram, o tipo de tratamento utilizado, se algum dos casos resultou em morte e, se sim, quantos.

Os benefícios da oncogenética

O maior benefício da oncogenética é também o sentido de sua existência: aumentar as chances de sucesso no tratamento. O mapeamento genético e o cálculo das possibilidades de desenvolver uma doença permite o diagnóstico precoce da doença e, dessa forma, o tratamento ainda em fase inicial. É nessa fase que as células cancerígenas são mais suscetíveis ao combate.

A escolha do melhor tratamento também é uma possibilidade criada pelos estudos oncogenéticos. No caso de Angelina Jolie, por exemplo, a retirada dos seios diminuiu em 90% as chances que a atriz tinha de desenvolver o câncer de mama – mas isso não significa que todas as mulheres com predisposição para essa doença precisem passar pela cirurgia.

O oncogeneticista José Cláudio Casali reforça a ideia de que a prevenção deve ser personalizada. “Com o histórico familiar e testes genéticos sobre os riscos de câncer para uma pessoa, a receita pode ser diferente, personalizada. E é preciso ficar atento também à alteração química do DNA, que pode ser visto como uma fita com alguns nós onde os genes não funcionam bem. Com mudanças no estilo de vida, podemos desatar esses nós”, afirma o médico.

Um dos poucos pontos contrários à oncogenética é o alto valor que as clínicas cobram para realizar dos exames. Mas Casali diz que a tendência é de que o avanço das pesquisas também contribua para a baixa nos preços. “O processo de sequenciamento do genoma demorou anos e, agora, conseguimos fazer isso em três dias”, diz o oncogeneticista. O primeiro sequenciamento do DNA aconteceu há 10 anos.

E aí, ficou atenta às dicas? Então deixe um comentário e participe da nossa discussão sobre o tema no Facebook.

TAGS
Outubro Rosa
câncer de mama

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ