Terapias

25/06/2014 09:00 - Atualizado em 06/12/2016 09:00

Musicoterapia pode ser aplicada no tratamento do estresse

Musicoterapia acarreta diversos benefícios à saúde.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Em uma rotina desgastante, cheia de compromissos e atribulações, há diversas alternativas para aliviar o estresse e buscar a paz de espírito. Uma opção pouco difundida ainda é a musicoterapia, o uso de ondas sonoras melódicas para produzir sensações de bem-estar, tratar e prevenir doenças no indivíduo.

Como funciona a musicoterapia

O uso da música como terapia teve início nos primórdios da história humana. Há registros, por exemplo, em obras de filósofos pré-socráticos. Dá para imaginar? Foi só depois da Segunda Guerra, contudo, na década de 1940, que surgiu a primeira sistematização de métodos, nos Estados Unidos.

Foto: Shutterstock Foto: Shutterstock

Os detalhes de cada sessão de musicoterapia variam conforme os pacientes. É possível que o trabalho seja realizado individualmente ou em grupo. Dependendo do caso, o paciente apenas escuta canções escolhidas pelo musicoterapeuta. Mas normalmente o indivíduo se coloca em posição mais ativa e também pode se envolver no processo de execução da canção. Além de ter efeitos muito prazerosos, a prática não costuma envolver investimento muito alto e contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas de um modo geral.

Com os devidos parâmetros e orientações, o musicoterapeuta utiliza ritmo, melodia e harmonia musicais para promover, no paciente ou em grupo, habilidades como comunicação, relacionamento e expressão, com o intuito de restaurar funções do indivíduo para que ele atinja maior qualidade de vida. E a relação entre as ondas sonoras e o estresse é mais clara do que parece.

Musicoterapia contra o estresse

Para compreendê-la, precisamos antes entender como o estresse se forma. Há duas substâncias que são vilãs bem definidas nessa história: cortisol e a epinefrina. Quando em equilíbrio no organismo, esses hormônios mantêm as pessoas saudáveis, no entanto, quando estão em desequilíbrio, tendem a desencadear doenças, como distúrbios psicológicos, diabete, úlceras, gastrites e sobrecarga nos sistemas cardiovascular, respiratório e digestivo. O estresse acaba influenciando o sistema imunológico, tornando-o especialmente vulnerável a doenças infectocontagiosas, autoimunes, entre outras. 

Fique atento, portanto, a alguns sinais que podem indicar que seu corpo pode estar sofrendo consequências negativas. Os mais comuns são tremores, stonturas, tensão ou dor muscular nas costas, pescoço e coluna, fadiga crônica, elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial, falta de ar, palpitações, mãos frias, irritação, impaciência e ansiedade, depressão, dificuldades de concentração e memória, indecisão e insônia.

Musicoterapia e a fisiologia do estresse

Por que então a musicoterapia pode ser indicada para o alívio dos sintomas do estresse? Há diversos motivos. Mas um dos principais é que ambos, tanto a música quanto o estresse, são percebidos pelas mesmas estruturas cerebrais. Resumindo, as reações fisiológicas do estresse podem ser interrompidas com o auxílio da musicoterapia, que deverá ser exercida por um musicoterapeuta qualificado.

Além disso, a expressão através da música revela emoções, expõe o ser e facilita a comunicação do conteúdo emocional que o paciente está represando, o que colabora para a redução do estresseA terapia também pode ser usada preventivamente em ambientes de trabalho, pois ajuda a melhorar as relações e a diminuir as doenças causadas pela doença.


Você já conhecia esse tipo de terapia? O que que você achou? Se você conhece outro tipos de terapia que tem o mesmo intuito, e com bons resultados conte-nos.

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ