Terapias

01/04/2015 07:18 - Atualizado em 07/12/2016 12:51

Mitomania: Conheça as pessoas que não conseguem parar de mentir

Mentiras em demasia caracterizam um transtorno obsessivo-compulsivo que pode ser tratado.

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Redação

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Existe uma teoria clássica de que as mentiras pequenas são como flocos de neve. Quando começam a se juntar, formam uma bola e é difícil controlar a direção e as consequências. Nesse caso, a mitomania seria considerada uma nevasca pronta, que chega espalhando caos sem avisar e de forma descontrolada.

O mitômano, pessoa que tem o transtorno, é o mentiroso patológico. Considerada um distúrbio de personalidade, a mitomania se caracteriza pela tendência compulsiva por mentir. A pessoa acaba se tornando obsessiva em suas fantasias, quase não distinguindo verdade de mentira.

O problema pode ser perigoso, pois o indivíduo envolve diversas outras pessoas em suas histórias, podendo causar prejuízos para a vida e a convivência social. Descubra como é a doença e identifique um mentiroso.

mitomania

Principais características da mitomania

É comum contar uma ou outra mentira, seja para se livrar de uma enrascada ou para proteger um amigo. Às vezes, a questão é egoísta mesmo e visa a tirar vantagem de alguma situação. No entanto, a mentira esporádica é diferente da mentira do mitômano. Doente, ele pode ser enquadrado na categoria de mentiroso obsessivo-compulsivo.

Quem mente de vez em quando tem certa resistência e, ao menos, sente-se culpado e cogita falar a verdade em algum momento. Ao contrário, a pessoa que tem mitomania utiliza a mentira como forma de vantagem, quase sem se culpar. Ela tira proveito disso e causa prejuízos aos outros de maneira insensível e imoral, sem se preocupar em contar a verdade.

As lorotas contadas pelo mitômano podem ser pequenas ou grandes, com detalhes, particularidades e excentricidades. Ele induz alguém a acreditar, mas pode também acabar crendo em suas próprias histórias.

Quem possui a mitomania usa a mentira conscientemente para tirar vantagem e enganar, não admitindo que seja mentiroso. Essa pessoa nem ao menos fica constrangida quando a verdade vem à tona.

Baixa autoestima e fatores psicossociais estão relacionados com o desenvolvimento do transtorno. Porém, as causas não são completamente conhecidas. O diagnóstico é feito pelo psiquiatra, que orienta um tratamento diferente para cada caso. Com terapia, o problema pode ser curado. O tempo depende do envolvimento e do desejo de cura do paciente.

O tratamento para o transtorno pode ser realizado com medicamentos e sessões com o psiquiatra. No entanto, o comportamento dessa patologia é complicado de lidar. Assim como em outros transtornos, o mitômano pode ter recaídas, por isso é importante uma rede de apoio para oferecer suporte ao mentiroso compulsivo.

Identificando a pessoa com mitomania

Quando se conta uma mentira, o corpo emite sinais. Olhos, cabeça, respiração e, até mesmo, mãos e braços podem delatar o mentiroso.

Em geral, quando mente, a pessoa não consegue transmitir confiança através do olhar. Ela pisca mais vezes que o comum, parece perdida ao dar uma resposta e tende a desviar os olhos.

A cabeça pode se afastar para trás e os cabelos são jogados para o lado frequentemente - movimentos que não são normais em uma conversa. Preste atenção também na respiração, que costuma ser ofegante, com suspiros longos ou profundos, como numa cena dramática.

Mãos e braços trêmulos ou postura defensiva, com os membros cruzados, também são indícios de mitomania. Caso haja dois ou três desses sinais na conversa, a pessoa pode ser uma mentirosa compulsiva.

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mentira
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