Terapias

27/02/2015 03:14 - Atualizado em 19/11/2016 09:23

Hipnose: Conheça mitos e verdades sobre a prática

A hipnose é um estado de alta concentração mental que acessa memórias distantes.

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Redação

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Já é cientificamente comprovado que a hipnose provoca impactos reais no cérebro. Porém, muitas pessoas ainda têm uma ideia fantasiosa em torno da prática. Conheça os principais mitos e verdades sobre o assunto.

hipnose

Pesquisadores da Universidade de Hull, na Inglaterra, avaliaram os efeitos da técnica por meio de uma análise de imagens. Um grupo de pessoas hipnotizadas foi acompanhado em máquinas que registravam a atividade cerebral.

Os resultados mostraram que o nível de atividade era reduzido quando os indivíduos entravam em um estado de devaneio. Outras pessoas que não foram hipnotizadas, mas estavam em estado de relaxamento, passaram pelo mesmo procedimento, mas não apresentaram o mesmo diagnóstico.

Dessa forma, os efeitos que antes se imaginavam apenas imaginários foram comprovados como reais. É necessário, no entanto, que quem deseja se submeter à hipnose realmente interaja com o hipnotizador, depositando confiança.

Hipnose não é terapia

Antes de passar por um processo de hipnose, certifique-se de que o profissional que realizará as sessões é qualificado. Faça seu tratamento apenas com pessoas bem intencionadas e competentes.

Se o seu medo é de que ele induza você a fazer algo, fique tranquilo. Ele é responsável por fazer com que você se concentre e descubra sua força mental. Depois disso, você faz apenas aquilo que deseja. Ele conversará a fim de que o paciente manifeste seus desejos e conte segredos, mas não pode obrigá-lo a fazer algo que não queira.

Apesar de não ser igual ao sono fisiológico, a hipnose tem um prazo de duração. Você ficará no transe apenas em um período natural, nunca permanecendo “preso”. Durante o processo, ocorre o chamado “transe terapêutico”, no qual a pessoa fica num estado de concentração, semiconsciente, relaxando de forma alerta.

O lado racional fica afastado, possibilitando que o hipnotizador consiga acessar a memória e o emocional. Além disso, ninguém se torna dependente da prática.

Ficar hipnotizado auxilia no momento de encontrar respostas para questões existenciais, alivia dores e pode proporcionar paz, em alguns casos. No entanto, a prática hipnótica não pode ser considerada terapia, apenas funcionando como ferramenta para um tratamento terapêutico.

Pesquisadores da Associação Brasileira de Hipnose (ASBH) classificaram a hipnose como um estado de alta concentração mental, no qual percepções e sensações são alteradas de formas variadas, sem que a pessoa perca a consciência de onde está e do que faz. Dessa forma, ser hipnotizado permite acessar partes da mente, mas não curar um problema por si só.

Hipnose pode ser perigosa

Quando se realiza um tratamento com psicoterapia, é necessário um estudo aprofundado sobre a mente e o comportamento humano. Nesses casos, o hipnotizador tem que ser uma pessoa qualificada, com a correta formação profissional.

A hipnologia tem sido procurada por inúmeros profissionais da saúde, do esporte, da educação e da área criminalística para tratamentos de diversas patologias e até para investigações. Não há, porém, um possível milagre depois da sessão.

Os resultados da prática são apenas respostas interiores que permanecem bloqueadas ou não acessadas por questões mentais próprias da pessoa.

Por essa razão, também é perigoso explorar locais da mente em que o paciente não deseja adentrar. O profissional precisa participar ativamente do processo, trabalhando minuciosamente as intenções e os anseios de quem o procura.

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relaxamento
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