Terapias

01/05/2015 12:23 - Atualizado em 08/12/2016 02:43

Equoterapia melhora a vida de pessoas com deficiência

Dificuldades para aprender e para se locomover podem ser tratadas na terapia com cavalos.

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Redação

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Andar a cavalo não é apenas uma atividade de lazer ou esporte. Para pessoas com deficiência, tanto física quanto mental, a equoterapia ajuda no desenvolvimento biopsicossocial. E não se restringe apenas a esses indivíduos. Todos podem aproveitar os benefícios terapêuticos da cavalgada.

Mudanças educativas, psicológicas e sociais são proporcionadas aos praticantes de equitação. Como método terapêutico, ela pode favorecer ainda mais essas transformações, uma vez que o movimento do cavalo é semelhante ao humano e gera ondas vibratórias que melhoram todo o funcionamento do corpo. Quer saber como a equoterapia funciona? Confira.

equoterapia

Integração entre cavalo e humano

Buscando uma abordagem interdisciplinar, a equoterapia é um método terapêutico que integra as áreas da saúde, da educação e da equitação. O objetivo principal dessa terapia é proporcionar maior qualidade de vida para pessoas com deficiência, por meio da melhora física e psíquica impulsionada pelo ato de cavalgar.

O corpo inteiro participa dessa terapia, que contribui para desenvolver a força muscular, o relaxamento, a conscientização do próprio corpo e o aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Além disso, novas formas de socializar, melhorando a autoestima e a autoconfiança, são proporcionadas logo nos primeiros contatos com o animal, desde a montaria até o manuseio e cavalgada.

Já nos primórdios, os gregos utilizavam a equitação para tratar problemas de locomoção e da mente. No entanto, foi a partir da década de 1930, na Alemanha, que ela passou a ser vista como uma terapia. Depois da Segunda Guerra Mundial, o procedimento terapêutico com cavalos era utilizado para auxiliar mutilados de batalhas que estivessem em recuperação.

Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, a equoterapia provoca um movimento semelhante à marcha dos humanos, deslocando o centro gravitacional em três dimensões, como deve ser a função da pélvis humana.

Essa semelhança ajuda pessoas com deficiência no cérebro, uma vez que fornece imagens cerebrais em sequência, além de impulsos que ajudam no processo de aprender ou reaprender a andar.

O cavalo também emite três ondas de vibração ao mesmo tempo, para cima e para baixo, para esquerda e direita, e para a frente e para trás, proporcionando uma inversão de papéis, na qual o paciente se torna o principal beneficiado.

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Como funciona a equoterapia?

Durante o processo terapêutico, o cavalo é um parceiro e o terapeuta é o mediador. Para que seja feito com segurança, no entanto, é necessário que o profissional tenha habilidade com o animal e saiba desenvolver todas as competências durante as sessões.

O terapeuta estimula a integração entre o biorritmo do cavalo e os movimentos humanos, que têm o metabolismo, o tônus e os sistemas cardiovascular e respiratório melhorados. Entre os resultados da terapia, estão o maior controle dos reflexos, o equilíbrio do tronco e da cabeça e a correção da postura.

Geralmente, o método é indicado para tratar pacientes com paralisia cerebral, traumas crânio-encefálicos, atrasos maturativos, vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), psicoses infantis, autismo, dependência química e Síndrome de Down.

Porém, a equoterapia pode também ajudar no alívio do estresse, em dificuldades de aprendizado, em problemas de coordenação motora, na depressão e em outras deficiências.

O que você achou desse método terapêutico? Conte para nós! E não esqueça que você sempre encontra novidades de bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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