Terapias

10/02/2015 08:35 - Atualizado em 20/11/2016 10:07

Conheça a diferença entre depressão pós-parto e baby blues

Normalmente confundido com a depressão pós-parto, o baby blues é bastante comum após a gestação.

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Redação

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Uma explosão de hormônios acontece no corpo da mulher durante a gravidez e desencadeia uma série de reações. Uma deles é o baby blues, uma sensação de angústia e tristeza que, comum e erroneamente, pode ser confundida com a depressão pós-parto.

baby blues

Entenda o que é o baby blues

O que seria um motivo de alegria se transforma em algo diferente, com o baby blues. A chegada do bebê pode deixar a mãe confusa e ainda mais vulnerável. O distúrbio é causado por alteração hormonal e não atinge todas as mulheres, mas, por ser natural, não tem como ser evitado.

Esse estado é passageiro e não demanda tratamento específico, apenas uma atenção especial. Assim que os hormônios ficam regulados, os sintomas desaparecem. Em geral, dura de uma semana a 20 dias.

Nessa fase, tudo o que a mulher precisa é do apoio da família, do profissional que a acompanha e de autocompreensão do seu problema. Isso evita que haja cobranças que agravem a situação.

Diferença entre baby blues e depressão pós-parto

Enquanto o baby blues é uma resposta do corpo e da mente às mudanças hormonais que ocorrem no puerpério, a depressão pós-parto é a manifestação de uma doença que é precedente à gravidez. Ou seja, ela pode ter sido desencadeada por um trauma sofrido antes ou durante a gestação, ou fazer parte de um histórico da saúde da mulher.

Acredita-se que entre 10% e 15% das mamães desenvolvem a depressão pós-parto. A doença é caracterizada por perda da vontade de viver, desinteresse por tudo o que antes dava prazer, tristeza constante e, nos casos mais graves, ideação suicida ou manifestações do desejo de se machucar ou machucar a criança.

Nesse caso, a mulher não pode esperar que os sintomas simplesmente desapareçam porque isso, infelizmente, não vai acontecer. É preciso procurar um médico.

Além disso, a principal diferença entre o baby blues e a depressão pós-parto é que o segundo distúrbio pode ser amenizado. Se a mãe já tem um histórico de depressão ou distimia, cabe ao profissional que a acompanha durante a gravidez identificar que tipo de tratamento adotar para que os sintomas não se manifestem ou sejam administráveis.

Mães que dão a luz a bebês com deficiências congênitas ou que ficam deficientes logo após o nascimento também têm mais propensão a desenvolver a doença. Nesses casos, o apoio psicológico é fundamental e, em qualquer situação, a família, além de ser um suporte para a futura mamãe, precisa estar em alerta constante para evitar situações extremas.

Por ser uma doença silenciosa, a depressão pós-parto se manifesta gradualmente e pode atingir seu ápice em até seis semanas depois do nascimento do bebê.

Tratamento psiquiátrico ou psicológico, acompanhado por um obstetra, permite que a mulher, mesmo grávida ou em período de amamentação, possa usar medicamentos. Sob orientação médica, as drogas são seguras para o bebê e aliviam os sintomas da gestante.

Para as futuras e novas mamães, o conselho é sempre estar atenta às emoções e nunca omitir informações importantes do médico ou mesmo da família. Quem ganha sempre é a saúde da mulher e do bebê.

Aprendeu a identificar os sintomas do baby blues? Então deixe um comentário! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para ficar por dentro de todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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