Dra. Pamela Magalhães

ESPECIALIDADE

Psicologia Clínica

ONDE ATENDE

Rua Rouxinol, 60, sl. 904, Moema - SP

Dra. Pamela Magalhães

Apresentação

Pamela Magalhães é psicóloga especialista clínica e hospitalar, estudiosa do núcleo de estudos e prática sistêmica de casais e vínculos familiares. Comentarista de comportamento e relacionamento pelo programa Tribuna Independente, da Rede Vida.

O que Trata

Prática de sistemas de casais e vínculos familiares.

Formação Acadêmica

Formada em Psicologia pela Universidade Mackenzie, em 2005. Especialização em Psicologia hospitalar pelo Hospital do Coração; especialização em Psicodinâmica winnicotiana pela IPPESP; especialização em Prática sistêmica de casais e vínculos familiares pelo Instituto Sistemas Humanos, de SP. 

Cargos e Títulos

Especialista clínica, hospitalar, e casal e família. 

Terapias

24/11/2015 06:00 - Atualizado em 15/11/2016 05:42

Como as brigas escolares podem influenciar na vida do seu filho

Como diagnosticar quando seu filho sofre com problemas na escola. A psicóloga Pamela Magalhães ajuda você a identificar os sintomas.

POR

Dra. Pamela Magalhães

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Alguns vídeos de brigas escolares tem viralizado na internet como pólvora, como o intitulado "Acabou, Jéssica?", em que uma menina apanha da colega e após o término da briga solta a frase. Até que ponto essas situações podem ser encaradas com naturalidade? Será que é necessário a busca de um tratamento psicológico? O Vivo Mais Saudável foi atrás de respostas e conversou com a psicóloga Pamela Magalhães para ajudar você a entender o comportamento de crianças e adolescentes. Fique ligado e tenha atenção nas dicas:


1. Como os pais podem identificar o comportamento do filho em função de brigas escolares?

Os pais devem estar sempre atentos ao comportamento, principalmente quando sofre alguma alteração, porque os filhos dificilmente chegaram nesses pais e falaram o que estava acontecendo. A criança ou adolescente pode se tornar mais irritadiço, agitado, tem dificuldades quanto ao aproveitamento na escola. Tudo isso deve ser computado para que os pais averiguem juntos, e posteriormente na escola para saber seu andamento. Os filhos vão apresentar os sintomas de que algo não está bem. Os pais, em função de rotina agitada, podem pecar na percepção desse sintoma porque como chegam cansados em casa, muitas vezes não ficam atentos, e como os filhos tem pouco tempo com eles, se empolgam e ocultam os sintomas para aproveitar a companhia deles. O mais importante é esse alinhamento de percepção.

 

2. Os vídeos de brigas escolares estão virando sucesso na internet. Isso pode gerar mais confusão escolar?

Tudo que é enfatizado pela mídia estimula as crianças e adolescentes a fazer movimentos parecidos para conseguir ibope. O ser humano busca ser reconhecido. Claro, se um vídeo como a da Jéssica estoura, outros adolescentes farão coisas parecidas. Vale ressaltar que esse vídeo é uma sátira da violência. É importante ter o diálogo, o carinho, infelizmente a mídia estimula aquilo que dá audiência e esquece de valorizar outros elementos fundamentais: a generosidade, a conversa. Essas características positivas eu considero importante, isso estimula vínculos duradouros, que eu entendo como algo mais construtivo.

 

3. Por que o aluno se torna alvo de outros colegas?

O aluno é alvo quando tem fragilidade egóica, dificuldade de se colocar, normalmente são adolescentes frágeis que não conseguem colocar qualquer limite. Quando um colega mais agressivo se impõe, esse indivíduo se coloca numa posição permissiva que acaba estimulando o comportamento perverso do adolescente. Quando o agressor nota seu domínio sobre a vítima, ele usa a situação para satisfazer os seus desejos mais sádicos possíveis. É muito comum que a criança ou adolescente tenha algum ímpeto malicioso justamente por essa fase de insegurança, dúvidas, sentimentos poucos suportados por famílias disfuncionais. Quanto mais equilíbrio e consciência das necessidades, muito provavelmente o bullying se torna mais controlável.

 

4. O agressor deve procurar tratamento psicológico?

Se o agressor for identificado, é importante que a escola fale com os pais, explore o que acontece em casa até para saber se é um traço de caráter ou sintomas aflorados em função da raiva, do ambiente familiar, e por esse motivo acaba descontando a agressividade na escola e em alguns colegas. Depois de identificar essas características, é importante o diálogo entre o aluno e escola, aluno e pais, e o encaminhamento para um profissional especializado e, se necessário, um psiquiatra para tratar de forma mais específica.

5. Sem uma medida correta, como pode ser o futuro do aluno agredido?

Crianças sofrem muito tempo em silêncio, mas os danos podem ser reparáveis, dificilmente essa personalidade fica com manchas traumáticas, caso contrário, existe a chance do indivíduo ter autoestima ferida e ser uma pessoa muito insegura, com dificuldade de se colocar na vida, com medo do contato com o outro. É difícil especificar, tem que avaliar o abuso de cada um.

  

6. Como a escola pode se prevenir de atitudes desse tipo?

 A escola deva estar atenta em observar bastante, instruir os professores do comportamento no período letivo, como nos intervalos, na entrada e saída das aulas. Os funcionários devem estar atentos da frequência dos problemas. É importante a escola lançar campanhas de conscientização através de palestras, teatros, conversas, cada vez se falar mais do bullying e a deflagração desse comportamento. Quanto mais nos alcançar desse mecanismo pobre, é melhor. Eu acho que quanto mais conscientização de professores e alunos, melhor para enfraquecer o assédio moral. 


7. É normal dois amigos que se dão bem brigar de uma forma brusca? Na adolescência, pode ser hormônio?

Brigas podem sempre acontecer e com a maior a dificuldade de diálogo e expressão, o indivíduo pode partir para agressão. Na adolescência não acho que a desculpa seja o hormônio, talvez agressividade possa ser a dificuldade em entrar em contato com uma frustração, algo que desagrade ou por não existir a habilidade no manejo da circunstância. A escola e os pais devem atuar a lidar melhor com a situação, pois o indivíduo pode colocar os pés pelas mãos e depois vai se arrepender. Na vida devemos controlar as emoções, no diálogo e na ponderação, porque num momento impulsivo podemos colocar tudo a perder. 



Você ou seu filho(a) já passou por alguma situação parecida? Deixe seu comentário.

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briga escolar
psicóloga
bullying
depressão

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