Terapias

05/03/2015 12:21 - Atualizado em 23/11/2016 08:46

Atitudes violentas podem ser sinal de sociopatia

Transtorno da sociopatia pode se manifestar de diversas maneiras, algumas bem sutis.

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Redação

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Você já ouviu falar em sociopatia? Não? Mas talvez tenha ouvido a palavra psicopatia. Elas são sinônimas de um tipo bem específico de transtorno de personalidade que, de acordo com a Classificação Internacional de Doenças, são parte da personalidade dissocial ou antissocial.

Ao contrário do que muitos pensam, um sociopata não precisa necessariamente ser violento. Eles podem ser nossos vizinhos, conhecidos e até amigos. A principal característica desses indivíduos é a ausência de consciência e culpa.

sociopatia

Quando se pensa no psicopata, logo é imaginado aquele assassino frio e calculista dos filmes. Serial killers também costumam apresentar psicopatia, mas a manifestam de forma mais agressiva. Sem pena de ninguém e incapazes de ter alguma emoção altruísta, os sociopatas somam cerca de 4% da população mundial e reincidem no crime muito mais que os bandidos comuns.

Reconhecer a sociopatia é tarefa difícil

Por terem a parte racional e cognitiva perfeita, as pessoas com sociopatia sabem bem o que fazem e como se portar nos círculos sociais. No entanto, são completamente deficientes em relação aos sentimentos, não conseguindo sentir afeto e carinho ou estabelecer uma relação amorosa.

De acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro “Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado”, o perfil da sociopatia é de pessoas frias, calculistas, inescrupulosas, mentirosas, dissimuladas, sedutoras e egoístas.

Apesar de serem naturalmente maus, os sociopatas não são doentes. Seu raciocínio e suas funções orgânicas funcionam normalmente, mas eles são incapazes de tratar as pessoas como seres que também pensam e têm sentimentos. É por essa razão que se torna tão complicado diagnosticar o transtorno em alguém.

O ambiente em que o sociopata é criado pode influenciar no seu comportamento. Tendências mais violentas, como as apresentadas pelos assassinos em série, geralmente aparecem em famílias desestruturadas.

Alguns psicopatas podem ter a “tendência assassina” atenuada, se o transtorno for tratado com terapia e auxílio familiar. Mesmo assim, não existe cura para a sociopatia.

Casos conhecidos de sociopatia

Na vida real e na ficção, são inúmeros os casos de psicopatas. Em 2002, Suzane Von Richtofen, uma menina de classe média alta de São Paulo, assassinou os pais a pauladas com barras de ferro e fugiu para um motel com outros dois ajudantes no crime.

Na época, a garota tinha 19 anos e demonstrou extrema frieza ao lidar com policiais e repórteres. Foi condenada a 39 anos de prisão.

Outro exemplo de sociopatia no Brasil é o caso de Guilherme de Pádua Thomaz, que assassinou Daniela Perez a tesouradas. A vítima era filha de Glória Perez, dramaturga da Rede Globo. Em 1992, após a gravação da novela na qual ambos atuavam, ele levou Daniela a um matagal próximo aos estúdios, onde a executou com 16 golpes.

Análises psiquiátricas mostraram que Guilherme pretendia se tornar protagonista da trama e, por isso, matou a menina quando ela não quis lhe ajudar.

Na ficção, diversos programas já abordaram o assunto. O Brasil produziu em 2014 a série Dupla Identidade, na qual Bruno Gagliasso interpretava um psicopata que matava inúmeras mulheres. Em Caminho das Índias, novela das 21h de 2009, Letícia Sabatella deu vida a Yvonne, sociopata mais “civilizada”, mas ambiciosa e sem sentimentos.

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sociopata
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