Saúde Financeira

09/07/2015 04:10 - Atualizado em 03/12/2016 12:12

Fuja do endividamento com dicas simples

Organizar as finanças contribui para aproveitar melhor a renda e minimizar as chances de inadimplência.

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Redação

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Quatro entre dez brasileiros encaram o endividamento, segundo estimativas divulgadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgadas em maio de 2015.

O consultor financeiro Bernardo Baggio conversou com o Vivo Mais Saudável para explicar por que as pessoas tendem a adquirir dívidas e como é possível lidar com esse hábito. Se você tem o costume de se enrolar em débitos que não pode pagar, saiba o que o especialista tem a dizer.

endividamento

As causas do endividamento

O consultor financeiro explica que endividamento até determinado ponto é natural. Bens de alto valor dificilmente são possíveis de comprar à vista. É o caso, por exemplo, de automóveis e imóveis. "Isso também é endividamento e, bem controlado, é natural que exista", comenta Baggio.

O grande problema é o superendividamento, ou seja, quando o valor das dívidas a serem pagas mensalmente supera a parcela disponível da renda da família. Esse tipo de endividamento, em outras palavras, acontece quando você gasta mais do que ganha.

Descontando gastos fixos (condomínio, conta de luz, aluguel) e variáveis (alimentação, roupas, lazer), a quantia restante é o máximo que se tem para utilizar em parcelas.

"O problema é quando o valor com os parcelamentos ultrapassa a parte da renda disponível. Nessa situação, haverá o efeito de capitalização dos juros sobre o saldo devido. Em débitos com taxas de juros altas, em pouco tempo a dívida se tornará cada mais pesada", alerta o especialista.

O consultor financeiro afirma que as causas mais comuns para o superendividamento são:

- Empréstimo de nome para compra de terceiros

- Tomada de créditos consignados reduzindo a renda na fonte

- Utilização do limite do cheque especial e do cartão de crédito como renda

- Aquisição de dívidas em patamar acima do suportável

- Excesso de compras

- Perda do emprego.

Como planejar os gastos e saldar dívidas

"O ideal é anotar e classificar os gastos como essenciais e supérfluos. Listar quais são e quanto somam os gastos essenciais, verificar maneiras de tentar reduzi-los. Com isso, já será possível saber quanto é o gasto fixo da família. Esses valores não costumam variar muito mensalmente", aconselha o profissional.

Descontando esses gastos fixos da receita, será possível determinar qual o valor da renda disponível da família para outros gastos. Sobre esse valor, o ideal é economizar entre 20% e 30% para a formação de uma poupança. O restante poderá ser utilizado para o pagamento de parcelas.

Já para o caso de dívidas existentes, o consultor financeiro reitera que primeiro é necessário verificar quais são os gastos mensais fixos. Com isso, será possível determinar qual o valor disponível para o pagamento dos saldos em aberto. Também é necessário listar todas as dívidas e classificá-las em ordem de juros - dos mais altos para os mais baixos.

"Comece o pagamento das que possuem taxas mais altas. Reparcelá-las pode ser uma alternativa, mas somente quando houver certeza em relação ao montante com o qual é possível se comprometer mensalmente sem afetar o pagamento das despesas fixas", esclarece Baggio.

Para evitar contrair novas dívidas é preciso, acima de tudo, muita força de vontade e comprometimento à limitação da tomada de dívidas em relação à renda disponível.

"O superendividamento é um limitador à satisfação e à saúde. Estudos já demonstraram que ele prejudica a saúde física e mental ao afetar a produtividade no trabalho e nas relações", afirma Baggio.

Você gasta mais do que deve? Está conseguindo saldar as dívidas? Deixe seu comentário! E continue ligado no Vivo Mais Saudável para conferir mais dicas de bem-estar.

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