Saúde Financeira

05/10/2015 02:37 - Atualizado em 07/09/2016 02:58

Entenda por que os juros aumentam tanto a sua dívida

Eles são cobrados como uma espécie de “aluguel” pelo dinheiro emprestado.

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Redação

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Quando você pede um empréstimo ao banco ou atrasa o pagamento de uma conta, é preciso pagar juros. Muitas vezes representados por um número que parece pequeno, eles escondem a sua capacidade de multiplicar uma dívida.

O resultado é o conhecido efeito bola de neve. Uma parcela se acumula após a outra e, de repente, o orçamento não é mais suficiente para quitar todas as contasMas você já parou para pensar como os juros funcionam? Nem todos eles são calculados da mesma maneira, o que pode mudar, e muito, o tamanho do prejuízo.

mulher apavorada com juros

Os juros e as suas dívidas

Conforme explica Daniel Sousa, professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ), os juros equivalem ao valor de “aluguel” do dinheiro. Ao pedir uma quantia emprestada ao banco, por exemplo, o lucro que ele ganha é a porcentagem extra cobrada mês após mês.

Ou seja, quanto maior for o número de prestações, mais alto também é o valor que você vai pagar pelo empréstimo. Por isso, a dica dos especialistas é sempre juntar um bom valor de entrada.

Já na fatura do cartão de crédito, de outro modo, a taxa de juros só é cobrada quando o pagamento ocorre em atraso ou a partir do crédito rotativo. Nesse caso, o principal cuidado é quitar a dívida antes da data de vencimento.

Simples X compostos

Os dois principais tipos de juros utilizados em operações financeiras são os simples e os compostos – esses últimos, também conhecidos como capitalizados. A diferença entre eles está na maneira como o cálculo é feito.

No primeiro, mais comum, a porcentagem é cobrada sobre o valor inicial da dívida. Assim, se você deve R$ 10 mil, com uma taxa de 1% ao mês, R$ 100 são adicionados à conta ao final dos primeiros 30 dias. No próximo mês, mais R$ 100 e assim por diante.

Já nos juros compostos, a taxa é calculada somando-se o rendimento de cada mês anterior. Na prática, isso significa que no início o total de juros a pagar é de R$ 100, como no exemplo anterior. Mas, da próxima vez, a porcentagem de 1% vai ser cobrada em relação a R$ 10.100.

No começo, a variação é pequena, mas ela cresce conforme aumenta o número de parcelas. Um ano depois, o valor a pagar pela dívida com juros simples seria de R$11.200. Com juros capitalizados, o número subiria para R$ 11.268,25.

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Evite o endividamento

Com o poder que os juros têm de aumentar as dívidas, a saída é sempre buscar as opções que ofereçam as menores taxas. Para não errar, a regra é simples: quanto mais fácil for o acesso ao crédito, maior também é o valor que você vai pagar.

É o que acontece com o cheque especial, um limite pré-aprovado que o cliente já tem à sua disposição. Não à toa, ele acumulou em agosto uma taxa de 253,2% ao ano.

Para Sousa, a principal alternativa a quem precise de crédito é recorrer ao empréstimo consignado, com juros que costumam variar entre 24% e 30% ao ano. Como as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do cliente, o banco conta com uma garantia extra de que vai receber o dinheiro de volta.

Tirou suas dúvidas? Conte para nós! E aproveite para conferir outras dicas de bem-estar e qualidade de vida aqui no Vivo Mais Saudável.

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