Saúde Financeira

30/07/2015 10:02 - Atualizado em 30/11/2016 02:55

Bola de neve: Veja como recorrer a empréstimos sem exageros

Coach financeira explica como organizar as finanças na hora de contrair o compromisso da dívida.

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Redação

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Quando as contas apertam e a renda mensal já não é mais suficiente para saldar as dívidas, os empréstimos aparecem como alternativa. No entanto, para que a solução emergencial não se torne um problema ainda maior, é preciso, acima de tudo, disciplina e muita organização.

A coach financeira Nathalia Arcuri, da Sociedade Brasileira de Coaching, explica que o empréstimo é “o dinheiro de emergência, que pode ser o socorro necessário em um momento de ‘aperto’, como um acidente doméstico ou uma cirurgia que não é coberta pelo convênio”.

Para Nathalia, empréstimos jamais devem ser usados como forma de complementar a renda familiar. “Empréstimo não é investimento, muito pelo contrário, é dívida”, adiciona a profissional.

emprestimos

A importância do planejamento

A coach financeira explica que, em comparação com outras modalidades de empréstimos, como o rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial, que chegam aos 300% de juros ao ano, o empréstimo pessoal acaba sendo mais vantajoso.

No entanto, ela reitera que o indivíduo só deve recorrer a ele em situações emergenciais. “O ideal mesmo é planejar até mesmo os imprevistos, que, apesar do nome, não são tão imprevistos assim”, orienta a especialista.

Quem tem carro e não tem seguro, lembra Nathalia, corre o risco de bater o veículo ou de ser roubado, por exemplo. Já quem tem uma casa vai precisar reformá-la um dia, ou pelo menos cuidar da manutenção.

“Por isso, o ideal é que se faça uma reserva financeira suficiente para esses momentos. Eu recomendo uma reserva emergencial compatível a seis meses do custo de vida da família”, adiciona a coach financeira.

Por exemplo: uma família que ganhe R$ 4 mil e gaste R$ 3,2 mil pode começar um planejamento para ter uma reserva de emergência de R$19,2 mil. Isso dá mais tranquilidade e impede a fuga para os empréstimos, que custam caro.

Recorrendo a empréstimos

Mesmo que o planejamento seja muito importante, em alguns momentos não tem jeito: é necessário buscar por empréstimos. Nessas situações, Nathalia explica que o melhor é sempre o mais barato: aquele que cobre menos juros, que deixe claras as taxas que serão cobradas do início ao fim do plano e que, é claro, você possa pagar.

Quem toma um empréstimo precisa ter a consciência de que, a partir daquele momento, o poder de compra será reduzido. “Se antes o indivíduo ganhava R$ 3 mil e fez um empréstimo em parcelas mensais de R$ 400, isso quer dizer que a renda líquida dele caiu para R$ 2,6 mil e que vai ficar mais difícil equilibrar o orçamento”, exemplifica a profissional.

No momento em que um empréstimo é feito, é preciso analisar friamente os ganhos (receitas) e os gastos (despesas). Também se devem planejar os próximos meses para que a dívida seja quitada e para evitar qualquer novo comprometimento.

Como você lida com empréstimos? É algo recorrente na sua organização financeira, ou você consegue manter seus gastos conforme sua renda? Compartilhe sua história nos comentários. Você pode ajudar outros leitores! E não esqueça de continuar acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir novas dicas de saúde e bem-estar.

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