Qualidade de Vida

16/11/2015 03:30 - Atualizado em 18/12/2016 02:55

Você também precisa falar sobre tolerância

O Dia Internacional da Tolerância tem como objetivo combater preconceitos.

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Redação

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A história da humanidade é marcada por episódios de intolerância, seja cultural, religiosa, sexual ou econômica. Mesmo com o passar dos anos e o acesso a mais informações e conhecimento, ainda há situações constantes que marcam a falta de tolerância, o preconceito, o extremismo e a violência em todo o mundo.

Em 16 de novembro ocorre o Dia Internacional da Tolerância, com a mensagem central de que as diferenças não devem ser motivo de separação, mas, sim, de fortalecimento da sociedade. Diversas ações são feitas, principalmente na área da educação, para conscientizar as pessoas sobre a importância da pluralidade e do respeito mútuo.

pessoas de diferentes etnias em busca de tolerância

Sobre o Dia Internacional da Tolerância

A data foi criada em 1996, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A ideia surgiu a partir do Ano das Nações Unidas para a Tolerância, em 1995, e foi decidida e programada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Anualmente, a data organiza manifestações e programas especiais que têm como objetivo educar e informar toda a população, promovendo o bem-estar, o progresso e a liberdade de todos os cidadãos. Também busca incentivar ao respeito, ao diálogo e à cooperação entre diferentes culturas, religiões, povos e civilizações.

Uma das principais organizações engajadas em combater o preconceito é a Unesco, que trabalha por meio da educação para ensinar tolerância e entendimento para as crianças. Para isso, promove a liberdade de expressão para permitir que todos se pronunciem e sejam ouvidos, além de ajudar as pessoas não somente a viver, mas também a prosperar juntas.

De acordo com a mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da Unesco, deve-se começar com uma educação de qualidade para combater a ignorância, o preconceito e o ódio, que são as raízes da discriminação e do racismo. Segundo Irina, a educação é o melhor caminho para fomentar uma cultura de paz e construir sociedades inclusivas.

Cultive o respeito

Com a evolução das tecnologias e a globalização, a pluralidade cultural do mundo se tornou ainda mais próxima e conectada, exigindo uma maior compreensão das pessoas. A falta de tolerância e de entendimento dos diferentes modos de viver de cada civilização acaba fazendo com que indivíduos e comunidades inteiras sejam alvo de violência, simplesmente devido a sua origem étnica, sua religião ou sua nacionalidade.

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Essas ameaças vão desde atitudes diárias, como o preconceito e a falta de respeito, até casos mais extremos, como os recentes atentados a Paris promovidos pelo Estado Islâmico, que acabaram matando pelo menos 129 pessoas e deixando 350 feridos.

Tolerar não significa ser indiferente, nem implica a total aceitação de toda crença e comportamento. É um ato de humanidade, guiado por direitos humanos universais e liberdades fundamentais, significando reconhecer a dignidade de outros com base na sua própria. Deve ser uma atitude a ser cultivada e ensinada desde a infância, tanto em casa quanto nas escolas.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18); todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19); e a educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).

A partir disso, o mundo todo deve sempre buscar por direitos igualitários, seja na dignidade de indígenas, trabalhadores migrantes, candidatos a asilo, refugiados ou pessoas com alguma deficiência. Todos têm direito ao respeito por suas diferenças.

O que você pensa sobre o assunto? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de qualidade de vida aqui no Vivo Mais Saudável.

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