Qualidade de Vida

03/04/2015 12:36 - Atualizado em 06/12/2016 11:08

Viver sozinho diminui a expectativa de vida

Pessoas que não compartilham experiências no lar tendem a ser mais tristes e depressivas.

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Redação

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Aproximadamente 14% da população brasileira mora só, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, essas pessoas podem ter sua expectativa de vida reduzida, pois viver sozinho é causa de mortes prematuras, segundo pesquisadores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos.

O estudo envolveu mais de 3 milhões de pessoas e constatou que a solidão e o isolamento não são apenas fatores de risco para obesidade e doenças cardiovasculares, mas também prejudicam a saúde ao encurtar a longevidade. Saiba por que viver sozinho talvez não seja uma boa opção.

viver sozinho

Viver sozinho pode ser perigoso

Na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, os investigadores descobriram que não ter companhia ou alguém para compartilhar as dificuldades cotidianas pode ser extremamente prejudicial à saúde. Segundo eles, a solidão e a queda da qualidade nos indicadores de saúde estão diretamente relacionadas.

Endurecimento nas artérias, pressão alta, inflamações, problemas de cognição, memória fraca e dificuldade em aprender são muito mais comuns naqueles que optam por viver sozinho.

Além disso, o próprio sistema imunológico é alterado, quando as pessoas passam um longo período sozinhas. Essa constatação, feita pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), vem confirmar os perigos de ser solitário.

Os genes daqueles que moram sozinhos podem entrar em uma intensa atividade. Dessa forma, formulam respostas antivirais e produzem anticorpos de modo equivocado, provocando uma disfunção dessas tarefas orgânicas. O corpo, assim, perde suas defesas.

Os cientistas explicam essa falha no sistema imunológico. O corpo humano tem capacidade limitada de proteção, então, quando ameaçado, faz escolhas: ou luta contra vírus, ou combate a invasão de bactérias. Nas pessoas que vivem sozinhas, que veem o mundo como ameaça, ele foca as atenções na contaminação bacteriana, abrindo espaço para que os vírus ajam.

Com o organismo desprotegido, quem decidiu viver sozinho pode ter aumentados os riscos de desenvolver tumores malignos, infecções graves e doenças coronárias. Em casos mais graves, os hormônios também sofrem o impacto da solidão, e os riscos de ataque cardíaco fulminante e derrames crescem.

Em resumo, as pesquisas apontam que morar sozinho é um fator agravante para uma saúde ruim. Quanto mais isolada, menor a qualidade de vida da pessoa. O corpo provoca respostas à insegurança e à infelicidade humana, fazendo da solidão um problema de saúde.

Como viver sozinho e feliz?

Por outro lado, nem sempre morar só significa ser depressivo ou estar doente. No tempo que passa apenas consigo mesma, a pessoa pode desenvolver capacidades únicas, principalmente organizativas e administrativas, afinal o lar precisará de limpeza e as contas exigem pagamento em dia.

Além disso, é possível descobrir técnicas para driblar a solidão. Viver sozinho permite explorar potencialidades, dons e talentos. Estudar em paz, por exemplo, é uma forma de adquirir conhecimento e compartilhar novidades.

Liberdade é a palavra das pessoas que escolher morar sozinhas. Elas têm tempo para viajar, sair com amigos, fazer novas amizades e doar-se para projetos e atividades voluntárias.

Meditar é outra forma de encontrar paz no silêncio da casa vazia. A pessoa interioriza seus pensamentos e consegue superar aspectos negativos da vida, direcionando os objetivos de forma a concretizá-los mais facilmente.

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