Qualidade de Vida

04/03/2015 02:12 - Atualizado em 07/12/2016 01:38

Solidão afeta a saúde: Saiba como fugir desse mal

Solidão pode ser contagiosa e aumentar em 14% as chances de morte na terceira idade.

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Redação

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Solidão não é brincadeira e pode matar mais gente que a obesidade. Segundo estudos feitos na Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, pessoas que vivem cercadas por vizinhos, amigos e familiares têm uma expectativa de vida 50% maior que aquelas que vivem sós.

Os círculos sociais afetam diretamente a saúde orgânica e mental. Para os pesquisadores, ter poucos amigos pode ser mais prejudicial que fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólatra. Quando se cria o hábito de importar-se com outras pessoas e cuidar dos outros, os indivíduos tendem a cuidar também de si mesmos.

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Em outra pesquisa, realizada em conjunto pelas Universidades de Harvard, da Califórnia e de Chicago, também nos Estados Unidos, descobriu-se que a solidão pode ser um problema contagioso. As pessoas solitárias espalham seu comportamento negativo para quem vive com elas e, depois de um tempo, o resto do grupo também acaba se isolando.

Os coordenadores da pesquisa descobriram um padrão de contágio da solidão que faz as pessoas se afastarem do convívio social, acabando com os laços de amizade existentes. Em função da relação que os solitários mantêm com distúrbios mentais e físicos, a expectativa de vida também pode ser reduzida.

Por isso, reconhecer os efeitos em pessoas sozinhas e auxiliar na integração delas com o grupo previne que o problema se espalhe.

Idosos que sofrem com a solidão morrem mais cedo

Perigosa na terceira idade, a solidão também foi alvo de pesquisas no Centro de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Segundo dados da investigação, o isolamento extremo pode aumentar em 14% o risco de morte prematura nos idosos.

Entre 2010 e 2013, mais de 2 mil pessoas acima de 55 anos foram entrevistadas, respondendo a perguntas sobre estado civil, vida social, renda e origem. Durante o período da pesquisa, elas fizeram check-ups para verificar o estado de saúde. O resultado confirmou que os participantes solitários possuíam taxas de saúde física e mental em declínio constante.

Sintomas como depressão, aumento da pressão arterial, maiores níveis de cortisol (hormônio do estresse) e insônia eram recorrentes naqueles que ficavam mais tempo sozinhos. Vulneráveis, eles acabavam morrendo mais cedo.

Como escapar da solidão

Fugir da solidão é um passo importante para se manter saudável, por isso atitudes otimistas e positivas são cruciais. Descubra o que está fazendo você se sentir sozinho. Pese suas emoções e veja as possibilidades que existem para resolver seu problema.

Foque na sua saúde e exercite-se mais. A prática de uma atividade que libere endorfina pode auxiliar a combater os sentimentos negativos. Além disso, o sono por um período de oito horas, aliado à alimentação saudável, contribui para que você tenha mais disposição e menos estresse ou cansaço.

Faça atividades estimulantes que você goste. Passatempos como leitura, práticas desportivas, cozinhar, pintar, jardinagem e vários outros costumam aliviar a tensão corporal e mental, desviando a atenção das emoções negativas. Os hobbies também são excelentes para que você não se sinta sozinho.

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