Qualidade de Vida

17/10/2014 04:04 - Atualizado em 30/11/2016 11:22

Qualidade de vida para idosos ainda é insuficiente no Brasil

País ocupa o 58º lugar no ranking de qualidade de vida para idosos, indica estudo.

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Redação

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Faz tempo que os índices da população idosa mundial começaram a crescer. O aumento da expectativa de vida deveria significar também o crescimento nos investimentos em qualidade de vida.

Mas essa não é a realidade brasileira. Um estudo realizado pela HelpAge International, organização britânica, revelou que o Brasil ocupa o 58º lugar no ranking de qualidade de vida para idosos.

A posição se encontra abaixo das médias global e latinoamericana. O estudo avaliou 96 países do mundo e 17 da América Latina. O Brasil superou apenas a República Dominicana, Honduras, Guatemala, Paraguai e Venezuela.

Considerando que a população que se encaixa na terceira idade só tende a crescer nos próximos anos, os dados se tornam mais preocupantes, trazendo à tona a importância de dar qualidade de vida para idosos.

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O que falta na qualidade de vida para idosos brasileiros

A pesquisa divulgada pela HelpAge International acontece anualmente e é denominada Global Age Watch. Os dados coletados em 2014 apontam que 12% da população mundial é composta por pessoas acima dos 60 anos e os cálculos indicam que até o ano de 2050 essa parcela chegará aos 21% da população mundial, cerca de 2 bilhões de pessoas. O número será equivalente a quantidade de indivíduos menos de 15 anos.

Portanto, prezar pela qualidade de vida para idosos é cuidar de uma parcela muito grande da sociedade. Os dados que deixam o Brasil em uma posição desconfortável na tabela são coletados com base nos níveis de satisfação dos idosos com as políticas implantadas no país.

Os integrantes da terceira idade brasileira estão em um alto nível de insatisfação com a segurança e a mobilidade urbana no país. A pesquisa é feita com base em diversos documentos entregues por entidades internacionais, aliados aos dados obtidos em quesitos como renda, saúde, expectativa de vida, bem-estar psicológico, transporte, oportunidade de trabalho, educação e segurança.

Defasagens nas ações para a qualidade de vida para idosos

O governo federal já criou propostas que englobam as pessoas de terceira idade e buscam melhorar a sua qualidade de vida. Hoje diversas cidades brasileiras possuem academias ao ar livre, em sua maioria voltadas para idosos.

Os equipamentos não possuem alta dificuldade de manuseio e não apresentam risco para os ossos e articulações, além de auxiliarem no cuidado com a saúde.

A Farmácia Popular também é um serviço implantado, espaço onde idosos podem conseguir os remédios que precisam de forma gratuita e segura através de um serviço do governo.

Mas se, ainda assim,as políticas de qualidade de vida para idosos não satisfazem, é importante lembrar que seu posicionamento social também é outro, já que praticam atividades nas quais não se inseriam anteriormente.

Uma das conclusões que se pode tirar através do Global Age Watch 2014 é que a erradicação da pobreza não é suficiente para oferecer qualidade de vida para idosos.

Cuidar somente dos aspectos econômicos é uma ação potencialmente causadora de defasagens em outras áreas, como a segurança e o transporte que não satisfazem a população acima de 60 anos.

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