Qualidade de Vida

11/07/2015 03:31 - Atualizado em 07/12/2016 02:38

Paizão Laerte: Cartunista transgênero revela seu amor pelos filhos

Cartunista fala sobre a relação com os filhos Rafael e Laila, a decisão de mudar de gênero e a tristeza de perder o caçula há dez anos.

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Redação

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Há cinco anos, Laerte Coutinho mudou sua aparência da água para o vinho, mas a responsabilidade de pai continua intacta. Pai de dois meninos, um já falecido, e uma menina, o cartunista, que agora prefere ser tratada com o gênero feminino, conversou com o Vivo Mais Saudável e revelou seu amor de pai e a saudade de Diogo. Leia a história e se emocione! 

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Laerte não se veste mais como homem, mas a alma e o carinho são de um grande pai que criou três filhos com muito suor. Dona de quadrinhos incríveis e marcantes, como ‘Muchacha’ e ‘Overmann’, a cartunista também expressa toda sua força ao assumir a mudança de gênero há cinco anos.

Conheça o trabalho de Laerte

Situação complicada? Ela afirma que não, já que isso não influenciou na relação estabelecida com os filhos Laila e Rafael. Não sou muito segura a respeito do meu papel de pai. Atualmente meus filhos são adultos e têm vidas autônomas, de modo que a relação entre nós ficou mais livre. Tenho convivido com eles mais por prazer e proximidade viajando com a Laila, dando um curso com o Rafael”, explica Laerte. Para a filha Laila, o visual de Laerte é apenas um mero detalhe. "As coisas foram bem graduais pra quem tava acompanhando de perto. Primeiro veio o cabelo crescendo, brincos, uma blusinha. De repente tava lá, o conjunto pronto. Meu pai sempre me apoiou em tudo o que eu quis e fiz, e eu faço o mesmo por ele", conta, animada.

Além disso, Laerte e Rafael também dividem a vida profissional. O jovem, também do mundo das charges, já assinou alguns trabalhos com o pai. Colaboramos um com o outro de muitas formas, em conversas e em projetos. Ele tem uma expressão gráfica totalmente original e pessoal - e de alto nível”, elogia o pai.

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Tristeza pela perda de um filho

Laerte ainda sente o peso pela morte do caçula Diogo, vítima de acidente de carro em 2004. “Essa é uma dor eterna que não sara nunca. O que muda são formas de vivê-la. Eu diria que os primeiros tempos são de tumulto e loucura. Depois vai se estabelecendo algo como um sentido, mesmo que não haja realmente um sentido”, lamenta.

Transgênero assumido, Laerte confessa que a sexualidade a intimidou durante anos diante de algumas situações que lhe cobravam atitude, mas o apoio familiar se tornou imprescindível na tomada de decisões. “Em 2004, tomei consciência da transgeneridade, mas já havia aceitado e assimilado o fato de ter desejo homossexual também. Antes de tornar público conversei com meus filhos. Foram conversas boas”, declara.


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