Livia França

ESPECIALIDADE

Pranaterapia

ONDE ATENDE

Av. Bartolomeu Mitre 455, Loja 108 - Leblon/ Rio de Janeiro

Livia França

Apresentação

Terapeuta e Instrutora de Pranaterapia licenciada pelo Institute for Inner Studies. Após passar um ano em Angola como fellow do Programa de Direitos Humanos de Harvard Law School, Livia decidiu retornar ao Brasil e redirecionar totalmente sua vida profissional para trabalhar com a cura através da energia. Atende e oferece cursos em seu consultório, além de ministrar palestras sobre Pranaterapia.

O que Trata

Por meio da Pranaterapia, também conhecida como Pranic Healing, Cura Prânica ou Terapia Prânica,  trata problemas como estresse, depressão, insônia, esgotamento físico ou mental, doenças psicossomáticas e físicas.

Formação Acadêmica

Formada pela escola oficial da Pranaterapia, reconhecida pelo Institute for Inner Studies, órgão oficial da Pranaterapia no mundo situado nas Filipinas.

Alguns cursos: Básico e Avançado de Pranaterapia, Psicoterapia Prânica, Pranaterapia com Cristais, Feng Shui Prânico, Alcançando a Unidade com a Alma Superior, Yoga Arhática, Autodefesa Psíquica, Kryiashakti - A Ciência da Materialização.

Graduação em Direito pela PUC-Rio. Mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-Rio e Master in Laws por Harvard Law School.

Cargos e Títulos

Terapeuta, Instrutora de Pranaterapia e Palestrante.

Se sua dúvida for escolhida, ela vira artigo aqui no portal e ajuda milhares de pessoas.

Qualidade de Vida

23/02/2015 06:00 - Atualizado em 07/12/2016 01:02

Mitos sobre meditação: Esclareça e potencialize sua prática

Especialista ensina a driblar dificuldades do dia a dia para você continuar em busca do seu autoconhecimento.

POR

Livia França

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"Me-di-ta-ção: Ação ou resultado de meditar, de refletir sobre um assunto. Processo e circunstância de (alguém) se concentrar espiritualmente para desligar-se gradualmente das preocupações do mundo material". Esta é a definição que encontramos no dicionário. Mas para esclarecer melhor o que, de fato, significa meditar, conversamos com a especialista em Pranaterapia, Livia França. Inspire, expire e compartilhe informação que faz bem!

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O acesso facilitado às informações através da internet, aliado à divulgação ampla dos benefícios para a saúde e equilíbrio emocional da prática da meditação, a popularizou. Mas, por outro lado, essa super disseminação de informações sobre a meditação acabou por também fazer um desserviço à técnica. Se muitas pessoas encontraram pela web uma via mais fácil para aprender a meditar, outras nem tentaram praticá-la diante da divulgação de uma série de informações limitadoras a respeito da prática; e algumas tentaram e se frustaram por não conseguirem reproduzir os movimentos ensinados online. 

A meditação é um prática que gera benefícios inúmeros e irrefutáveis inclusive pela ciência e, ainda assim, deparo-me diariamente com uma série de pessoas que se encontram frustradas com a técnica. Por isso, resolvi escrever esse artigo.

Os mitos sobre a meditação

1) "Meditar é não pensar em nada"

Este é um dos maiores equívocos que observamos diariamente, inclusive por parte de pessoas que já estão buscando uma alternativa para meditar há algum tempo. Muita gente procura meditar para aquietar a mente, em busca de equilíbrio emocional, mas quando para e ouve sua voz interior, descobre que, ao contrário, ela é bem comunicativa. O principal equívoco neste caso é a expectativa de que, já nas primeiras tentativas, o aprendiz de meditação vai dominar a técnica.

Quem medita pela primeira vez e espera “pensar em nada” vai ter o mesmo grau de frustração de uma outra pessoa que, em sua primeira aula de piano, procura tocar perfeitamente a 'Quinta Sinfonia de Beethoven'. A meditação é uma técnica: da mesma forma que acontece com aprender a tocar piano ou dirigir, é preciso prática. Ironicamente, costumamos dizer aos novos alunos de meditação que, caso eles consigam permanecer sem pensar em nada durante todo o tempo de sua primeira meditação, eles já não precisam mais meditar, já se iluminaram! O famigerado “pensar em nada” é um fim a ser atingido depois de muito tempo de prática, não uma técnica para quem está começando. Confundir o fim com o meio pode fazer com que muitos aspirantes desistam de se dedicar à prática.

Muitas pessoas começam a meditar e, ao se darem conta de que a mente produz pensamentos de forma incessante, passam a crer que não “sabem" meditar ou que estão fazendo algo errado. Muitos desistem logo nas primeiras tentativas, vencidos por pensamentos negativos e emoções derrotistas. Você está no caminho certo: não desista!

2) "Agora não parece bom, é melhor aguardar a oportunidade ideal para meditar”

Esta é outra situação que afasta muitos aspirantes da meditação: a busca pela oportunidade ideal para meditar. Vamos encarar a realidade: muitos de nós vivemos em meio a cidades barulhentas e poluídas, com vizinhos que gostam de ouvir música um pouco mais alta do que gostaríamos. Se você for esperar pela oportunidade ideal para meditar, isso pode se tornar uma grande autosabotagem. Principalmente porque um dos principais inimigos da meditação é a procrastinação. Se você quer mesmo desenvolver uma rotina de meditação, é importante entender que qualquer tempo livre pode se tornar uma oportunidade para meditar. Se tudo que você tem a oferecer agora são 5 minutos para a prática, faça o melhor de si nesse tempo e aguarde os resultados. Além disso, aplicativos, smartphones, computadores e programas de TV podem funcionar como competidores desleais do nosso curto tempo livre caso não tenhamos uma vontade determinada e um ímpeto forte para optarmos por dar uma chance à meditação.

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Você pode ser criativo com o seu momento meditativo: alguns de nossos alunos, por exemplo, aproveitam para meditar na hora do almoço, oportunidade em que a sala de reunião da empresa está vazia. Um outro mito associado a este é o de que é necessário um tempo longo para que a meditação de fato exerça alguma transformação na sua mente e nas suas emoções. Essa forma de pensar também pode fazer com que você de fato nunca encontre um tempo para meditar. O ideal é começar com apenas alguns minutos e, conforme sua prática for se adiantando, você pode aos poucos ir acrescentando mais tempo a esse momento meditativo. A busca pelo momento ideal pode acabar por impedir a prática da meditação. Vamos lá, comece agora mesmo!

 

 3) “Meditar é coisa de monge ou iogue"

Quase todas as práticas de meditação com as quais me deparei até hoje ou foram desenvolvidas por gurus orientais que viveram centenas de anos atrás ou são releituras bastante fiéis daquelas práticas. Isso faz com que as técnicas sejam adequadas a uma realidade que já não existe mais. Por exemplo, há algum tempo, alguém que quisesse se dedicar à iluminação se retirava às montanhas do Himalaia por 3 anos, 3 meses e 3 dias, sem qualquer vínculo com o restante do mundo (algumas tradições budistas até hoje adotam essa linha).

Mas a realidade de hoje é muito diferente: a maioria da população vive em grandes cidades, tem família para cuidar, contas a pagar. E nada disso precisa ser um empecilho: um dos maiores desafios do ser humano de hoje é conciliar sua vida material - profissão, ganhar dinheiro, relacionamentos - com sua vida espiritual. Esse conflito entre o material e o espiritual pode se tornar uma das maiores fontes de autodesenvolvimento para o ser. Confrontar-se com as demandas familiares, por um lado, e a necessidade de encontrar tempo para meditar, por outro, nos torna mais tolerantes e desenvolve nossa inteligência emocional. O material e o espiritual não precisam ser excludentes um do outro, pelo contrário: uma pessoa que medita vai conseguir gerir com mais equilíbrio emocional seus relacionamentos, ao mesmo tempo em que, no caminho inverso, mais prosperidade material vai oferecer mais tranquilidade para que a pessoa consiga meditar.

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Achar que meditar é optar pela vida espiritual, o lado financeiro e material não sendo tão importante, é um dos maiores mitos sobre a meditação. Grandes empresas como a Google e o Facebook estimulam a prática da meditação entre seus funcionários. Na 'Meditação nos Corações Gêmeos', por exemplo, o Mestre Choa Kok Sui recomenda a prática de exercícios físicos antes e depois da técnica, com o objetivo de garantir que a energia gerada no momento contemplativo seja também aproveitada pelo corpo físico, manifestando sucesso e prosperidade, indo além do estímulo à iluminação.

4) “Para meditar, meu corpo precisa estar em uma postura específica”

Lótus ou meio-lótus? Em qual tipo de mudra ou postura minhas mãos precisam estar? Sentado ou deitado? Essas são algumas das perguntas mais frequentes realizadas por meditadores de primeira viagem. O cinema e a TV popularizaram um formato de meditação onde o praticante necessariamente está sentado em uma posição que exige muita flexibilidade em suas pernas; além de braços e dedos dispostos de uma forma bem específica. Mas a verdade é que nada disso é necessário. Há muitos detalhes nessas posições, que podem ser estudados e aprendidos com o tempo pelos interessados em se aprofundar. Há algumas limitações intuitivas, por exemplo: meditar deitado pode ser um irresistível convite à soneca.

Meditar em uma posição que exige uma flexibilidade maior que aquela oferecida no momento pelo seu corpo pode fazer com que você acabe meditando na dor no joelho ou na dormência na perna e não no seu eu interior. Procurar manter a coluna ereta é uma boa pedida, pois durante a meditação se estabelecem fluxos de energia através de canais que passam pela nossa coluna e podem estar congestionados caso ela esteja curvada. Portanto, a melhor posição para quem está querendo começar a meditar é sentado em uma cadeira, com as pernas descruzadas, coluna de preferência ereta e mãos voltadas para cima, em postura receptiva.

Meditar é uma excelente forma de aproveitar todo o reservatório de inteligência, criatividade, amor e bem-estar que existe dentro de você. Superar alguns obstáculos para iniciar a prática pode ser a primeira batalha. Agora, mãos à obra e boa prática!

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