Qualidade de Vida

25/12/2014 09:20 - Atualizado em 06/12/2016 09:04

Mãe na deficiência física: Veja uma bela história de vida

Conheça a história de uma mãe que provou que a deficiência física não é sinônimo de incapacidade.

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Redação

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A carioca Maria do Sol Vasconcelos tinha 45 dias de nascida quando a deficiência física entrou na sua vida. Ela estava sendo amamentada pela mãe, que dormia, quando uma vela caiu no cobertor que cobria seu corpo. Como o tecido era feito de material sintético, o fogo se alastrou com muita facilidade, atingindo as pontas dos pés e boa parte das pernas. A amputação foi a única solução.

Deficiência física: A maternidade

Foram muitos anos de sofrimento e muitas cirurgias até que Maria pudesse ter uma vida normal com as próteses que começou a utilizar quando tinha apenas um ano de vida. Além das pernas amputadas, a família da carioca ainda teve que lidar com procedimentos e intervenções para cuidar da sua pele. A queimadura de altíssimo grau deixou a pele dela muito sensível e ferida.

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Os esforços de sua mãe foram fundamentais para que ela conseguisse receber os melhores tratamentos disponíveis na época. “Na adolescência tive que passar por mais duas operações, que me deixaram na cadeira de rodas por um bom período, até que fui aos Estados Unidos, aos 15 anos, para fazer uma prótese que devolveria minha mobilidade por alguns anos”, conta Maria do Sol.

Foi a necessidade de manutenção nas próteses que fez com que a carioca precisasse se mudar para Brasília, onde poderia ser acompanhada pelos especialistas em seu tipo de deficiência física da rede hospitalar SARAH. Da mudança, surgiu um grande amor. Maria do Sol reencontrou um querido amigo de infância, George, por quem se apaixonou e que acabou tornando-se seu marido logo depois.

Em seguida, veio a gravidez. “Nos apaixonamos e eu engravidei pouco tempo depois. Resolvemos nos casar e morar juntos. Moramos em uma fazenda, onde acabei encontrando tempo para me aprofundar na arte, na maternidade consciente, em criar seres humanos por um mundo melhor, no crescimento pessoal, alimentação natural e busca da felicidade”, explica Maria.

Desde o começo da gravidez, ela já havia decidido que queria dar à luz em casa, já que os hospitais traziam lembranças de um tempo difícil. Mas em nenhum momento as dificuldades da deficiência física pareceram uma empecilho para a maternidade e para o acompanhamento da vida de uma criança. A deficiência é uma limitação, não uma barreira.

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A convivência com a deficiência física

Maria do Sol cresceu com a deficiência física, sempre esteve habituada à realidade do deficiente e lidou muito bem com a situação. Mas foi aos 8 meses de gestação que ela sentiu as dificuldades da prótese. “Fiquei inchada e não pude mais andar de próteses, pois elas não entravam. Andar de joelhos também era bem difícil, prejudicando todas as outras atividades”, expõe a carioca.

deficiencia fisicaMãe de cinco meninas, ela é prova de que um dos maiores causadores do preconceito é a falta de convivência com um deficiente físico. As filhas de Maria não vêem diferença alguma entre a mãe e as demais pessoas.

“Minhas filhas lidam com minha deficiência, por incrível que pareça, como se não existisse. O positivo é ver que elas possuem uma visão muito humana do próximo”, diz Maria.

Sobre o medo da responsabilidade de ser mãe, Maria do Sol diz que ele só chegou agora, quando as filhas já estão adolescentes.

“Mas sempre amei o universo da maternidade, acho incrível, mágico. É uma responsabilidade profunda trazer seres humanos por um mundo melhor”, conclui a carioca que é exemplo de superação da deficiência física.

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