Qualidade de Vida

01/08/2014 09:30 - Atualizado em 04/12/2016 04:09

Fome psicológica: Vontade de comer pode ser ansiedade

Mesmo após se alimentar, muitas pessoas acabam sentindo fome psicológica.

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Redação

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Sabe quando você está impaciente por algum motivo e fica beliscando qualquer alimento que aparece na sua frente? Se a resposta é sim, você provavelmente sofre da chamada fome psicológica.

Você pode até pensar que é uma situação normal e não tem nada demais nisso, mas esse pode ser um sintoma de ansiedade e, se não tratado, pode levar rapidinho à obesidade e outros tantos problemas de saúde.

Fome psicológica ou fome de verdade. Qual é qual?

Antes de tudo, é importante que o problema seja reconhecido corretamente. Quais são, afinal, as diferenças entre a fome “normal”, ou seja, a fome física, e a fome psicológica? A resposta pode ser óbvia para muitos, mas isso não quer dizer que não seja importante reafirmá-la.

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Fome psicológica pode ser um sinal de ansiedade. Foto: Shutterstock

A fome física acontece quando há a necessidade de reabastecer o nosso corpo com energias – processo que se dá através da alimentação. O estômago envia a mensagem para o cérebro, o que provoca aquela sensação de estômago vazio e nos faz pensar em comer. Mas cuidado: não precisa chegar ao ponto de sentir pontadas na barriga de tanta fome. O recomendado é passar o dia comendo de três em três horas, em pequenas refeições.

Já a fome psicológica não tem relação com essa necessidade de sustentação da vida. Nessa situação, come-se apenas porque a comida está disponível, mesmo que não tenhamos fome. Pode estar travestida naquela clássica “vontade de comer”. Assim, pode até parecer que você está comendo um alimento por seu sabor irresistível, mas geralmente o hábito está ligado a uma causa psicológica.

Por que a fome psicológica acontece?

A fome psicológica pode ter origem na tristeza (branda e passageira ou um quadro clínico de depressão), raiva, frustração e, mais comumente, ansiedade. Em algumas pessoas nessas condições, comer seus alimentos preferidos – que muitas vezes são bastante calóricos – pode proporcionar um certo alívio imediato. É uma compensação que não se sustenta a longo prazo, por isso deve ser evitada.

Em muitos casos essas condições psicológicas são passageiras, mas pode acontecer de se prolongar por alguns meses. Seja qual for o caso, a fome psicológica não deve ser ignorada, mas prevenida e trabalhada. Enganar-se pensando “é só hoje” pode ser um equívoco a longo prazo, pois muitas vezes não nos damos conta da frequência com a qual “pulamos a cerca” na alimentação.

Como prevenir

A melhor maneira de não sofrer de fome psicológica é adotar um estilo de vida com menos estresse, que é a condição que nos traz a ansiedade. Ser uma pessoa relaxada tem muito a ver com a maneira com a qual encaramos os problemas cotidianos.

Mas isso é algo para você ir tratando e pensando aos poucos – é difícil mudar a maneira como encaramos o mundo de uma hora pra outra. Para resistir às tentações imediatas da fome psicológica, há alguns truques. Quando aquela vontade de comer um chocolate chegar repentinamente, sem que haja a fome psicológica, procure se distrair para não sucumbir.

Levante-se do seu lugar, mesmo que esteja no trabalho, caminhe pelo corredor, vá ao banheiro, converse com o seu colega... Em suma, distraia-se, pois como essa é uma condição psicológica, você pode simplesmente esquecer a vontade de comer aquele chocolate.

O outro truque, que além de acabar com a fome psicológica, vai também trazer uma infinidade de benefícios à saúde, é a prática regular de exercícios físicos. Eles estimulam a liberação de serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar, que combate o estresse e a ansiedade.

Vivo Qualidade de Vida: Dicas para uma rotina mais saudável e produtiva

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