Qualidade de Vida

17/12/2015 08:35 - Atualizado em 25/11/2016 11:20

Distorção da autoimagem leva a hábitos nada saudáveis

Constante insatisfação e baixa autoestima são sinais de que algo pode estar errado.

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Redação

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Em tempos de musas fitness e culto à beleza, fica a dúvida sobre o que é, de fato, um corpo perfeito. Seja pelo cenário atual ou não, a distorção da autoimagem é um problema cada vez mais aparente, que compromete a autoestima e a qualidade de vida das pessoas.

Miriam Barros, psicóloga clínica especialista em Terapia Familiar, Psicodrama e Coaching, explica que essa distorção também é chamada de Transtorno Dismórfico Corporal ou dismorfia. A profissional conta a seguir um pouco sobre esse distúrbio e como lidar com o problema.

mulher com autoimagem distorcida se vê feia no espelho

Consequências da autoimagem distorcida

Segundo Miriam, a autoimagem distorcida é quando existe uma insatisfação exagerada do indivíduo com a sua própria aparência. Pode ser em relação a alguma parte do corpo, ao peso, a manchas na pele ou a qualquer outra característica física.

"A pessoa se percebe de forma distorcida, exagerada, e se torna obsessiva na tentativa de resolver o aspecto físico que gera essa insatisfação", explica a psicóloga.

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Entre os principais sinais do problema, Miriam alerta para quando a pessoa se mostra exageradamente incomodada com algumas partes do corpo a ponto de recorrer com frequência a tratamentos estéticos, cirurgias plásticas ou dietas. Apesar disso, ela continua se mostrando insatisfeita com os resultados, buscando sempre novos tratamentos ou cirurgias.

Ao longo do tempo e dependendo do caso, o paciente pode desenvolver hábitos de automutilação, exercícios demasiados, plásticas excessivas, bulimia e anorexia.

Segundo a especialista, o acompanhamento psicológico é fundamental para identificar e tratar o problema. Por isso, ela alerta familiares e amigos a estarem atentos a comportamentos fora do comum, insatisfação constante e baixa autoestima de alguém próximo. Tais sinais podem mostrar uma distorção de autoimagem.

autoimagem infográfico

Aceite-se e respeite-se

Uma pesquisa realizada por uma publicação feminina, em 2014, revelou que 74% das brasileiras acreditam que estar feliz é o principal fator para se sentir bonita. Em contraponto, apenas 2% das entrevistas disseram-se satisfeitas com a barriga, mostrando que o culto ao tanquinho é, ainda, muito popular.

Ainda, 78% são simpatizantes de cirurgia plástica e, entre elas, 44% nunca se submeteram à intervenção cirúrgica, mas gostariam de fazer. Sobre autoimagem e autoestima, 92% das entrevistadas acreditam que cuidar da aparência é preciso para se sentir bem. Já 95% acreditam que há mais pressão em cima da aparência que no passado.

Caso você não esteja satisfeita com algum ponto específico, procure uma maneira saudável de resolver o problema. Se a barriguinha não é como você gostaria, por exemplo, que tal começar um treino diferente e apostar em uma alimentação equilibrada? O importante é você se sentir bem sem comprometer a saúde.

Qual sua opinião sobre os padrões de beleza atuais? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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dismorfia
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