Qualidade de Vida

08/09/2015 06:00 - Atualizado em 11/11/2016 06:16

Dia Mundial da Alfabetização: Ler é o melhor remédio

O Vivo Mais Saudável foi à XVII Bienal do Livro conversar com leitores e autores sobre a importância da leitura como a melhor fórmula de aprendizado.

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Redação

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Em 08 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Alfabetização, data instituída pela ONU e UNESCO com o objetivo de erradicar o analfabetismo no mundo. Para celebrar a data, o Vivo Mais Saudável conversou com diversos leitores, autores e professores sobre o fator mais importante para a alfabetização: a leitura.

Estudantes do colégio Clotilde Oliveira Rodrigues na Bienal do Livro. (foto: Rafael Munhos)

Na XVII Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, o grande público do primeiro dia foram os adolescentes. Os filmes baseados em livros, best sellers, biografias, o mundo da fantasia, são os temas sensação, e ótimas ferramentas para alavancar o aprendizado. Segundo a ONU, 781 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, escrever ou contar, e cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais. Lara Mendonça Correia, de 12 anos, é um exemplo: A leitura faz parte de sua rotina desde a infância. A estudante do colégio Clotilde Oliveira Rodrigues, de Saquarema, RJ, começou a ler “O melhor de Mim”, de Nicholas Sparks, minutos depois de comprá-lo no primeiro dia da Bienal. “Gosto dos livros do Sparks, é como se ele falasse dele mesmo usando nomes de outros personagens”, conta ela, que define o amor pelos livros desde a infância. “Eu costumo ler cerca de dez livros por mês, sou apaixonada por romance e terror. Gosto da leitura porque minha família lê bastante e também há incentivo na escola”, conta.

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“As pessoas têm dificuldade de aprender”

Estudante Lara Mendonça Correia na Bienal do Livro. (foto: Rafael Munhos)Ao levar os alunos para a Bienal do Livro, a professora de biologia, Luciane Cardoso, ressalta a dificuldade de aprendizagem por grande parte dos alunos, mas defende a importância do baixo custo de livros para um melhor aproveitamento escolar. “Ainda tem crianças que demoram anos para aprender a ler, e isso também serve para os mais velhos. Muitas pessoas vêm de escolas públicas, e nós trabalhamos para que eles tenham o hábito da leitura, isso é essencial para a alfabetização. Existe a facilidade para obter um livro, encontramos obras por cinco, dez reais, e isso se deve muito ao incentivo da mídia e dos próprios pais. Geralmente as meninas gostam de romance; e os meninos, de ficção e luta.”


Surpresa com os adolescentes

A autora Graciela Mayrink na Bienal do Livro. (foto: Rafael Munhos)Direcionado a adultos, o livro “Os Meus Olhos que Não Eram Meus” é destaque entre o público mais novo, fato que surpreende a autora Helenah. “A obra fala sobre superação, e, por isso, achei que não teria um público adolescente, mas pelo contrário, eles adoram o tema! Hoje mais de 60% dos adolescentes curtem a obra.” Para ela, o hábito da leitura se deve a diversos fatores. “Por causa dos filmes baseados em livros muitas pessoas sentem mais vontade de ler. Mas isso também é função do escritor, nós temos responsabilidade de educá-los, de nos aproximar do leitor”, define.

A escritora Graciela Mayrink, autora do juvenil “Quando o Vento Sumiu”, acredita na valorização do aprendizado no Brasil através da leitura. “O importante é focar no que chama atenção. Meus livros tratam sobre amizade, carinho, rejeição, isso faz parte da vida de muitas pessoas, isso aproxima. Vejo leitores animados com os livros, existe até a depressão pós-leitura. Muitos pedem uma continuação.”

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