Qualidade de Vida

15/02/2016 11:00 - Atualizado em 11/11/2016 06:47

Controle o vício em jogos eletrônicos

É preciso dosar a prática e mantê-la em um nível saudável.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Sejam no console, no computador ou no celular, os games estão cada vez mais impressionantes. Com gráficos elaborados, histórias envolventes e muitos desafios a cumprir, eles são um ótimo passatempo e podem até fazer bem para a saúde. Mas, quando passa dos limites, o hábito pode se tornar um vício em jogos eletrônicos.

Você pode até dizer que consegue se controlar, mas tem certeza? Continue a leitura e descubra se você precisa de ajuda especializada.

homens com vício em jogos eletrônicos

Quando a brincadeira vira vício em jogos?

Não há nada demais em curtir o que a tecnologia oferece para o lazer, seja entre crianças ou adultos. O problema é que, como em tudo na vida, quando algo é demais passa a ser preocupante. Se você começar a notar que está deixando de lado compromissos e momentos significativos para terminar aquela fase complicada do game, é um sinal de vício em jogos.

Os games podem agir no cérebro produzindo excesso de dopamina, o suficiente para atuar no córtex pré-frontal, a região ligada à tomada de decisões, aos julgamentos e ao autocontrole. Essa atuação explica a perda de noção do tempo entre os jogadores, que acabam deixando de lado outras atividades.

Nesse caso, a situação não é mais brincadeira. O quadro é tão sério que existem até serviços como o do Ambulatório de Transtornos do Impulso, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. As dependências tecnológicas, além dos games, podem incluir internet e celular.

A procura por tratamento tem superado as expectativas dos envolvidos, e esse panorama, segundo os especialistas, se dá em função do crescimento acelerado do acesso à rede. Ao mesmo tempo, existe uma tendência ao sedentarismo e à reclusão emocional.

Para saber se você corre risco, faça a si mesmo algumas perguntas:

1. Quanto tempo você passa jogando e ficando longe do convívio familiar e do lazer offline?

2. Você consegue ficar sem jogar?

3. Você pensa que não é possível ficar sem jogar?

4. Você não é capaz de diminuir o tempo em frente ao computador?

5. Você chega a mentir sobre o tempo que fica jogando?

6. Você acha que não há graça em não jogar?

7. Mesmo longe do computador, você só pensa nos games?

Se a resposta for positiva para a maioria das questões, é bom ir atrás de um especialista.

Busque ajuda

Outros fatores podem indicar se a pessoa tem ou não problemas. Por exemplo, se há preocupação excessiva com estar online ou, no caso, jogando. A necessidade de aumentar o tempo das partidas para se satisfazer é mais um indício, além de tentar e não conseguir diminuir o tempo jogado. Dependentes também podem apresentar irritabilidade ou depressão.

Ainda, são sinais de risco ficar mais tempo que o programado envolvido na atividade, ou deixar que as relações familiares e profissionais sejam afetadas. Nesses casos, é importante reconhecer o problema e procurar auxílio psicológico. A orientação de um psicólogo ou de um psiquiatra é indispensável para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

Você conhece alguém que tenha vício em jogos eletrônicos? Já procurou alertar essa pessoa sobre o problema? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
videogame
dependência
compulsão
comportamento

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ